sábado, 19 de agosto de 2017

Chicha

Hoje estou carnívora. Estive de roda da peça de carne de porco, sei lá eu de que parte, que já mandei o rótulo para o lixo. Fiz a coisa ao modo-grande-saber, como se grand(a) chef(a) fora, besuntando a chicha de azeite, para que ao rolá-la por sobre o grupo escolhido de especiarias e também sal, se lhe aderissem, e, enquanto isso, uma chapa aquecia sobre um lume bem forte, que depois do rola-rola foi para lá que foi ser rolada, de modo a que todos os lados fizessem cheeeeee! Chama-se a isto selar a carne, dizem os gurus, os grandes e os pequerruchos da Cozinha. Selar a carne tem a principal finalidade de não deixar que os sucos fujam do seu interior, aquando da permanência no forno, ficam todos lá dentro, dando sabor e macieza, o que espero conseguir com a crosta que arranjei à minha chicha. Há esperança. Está no forno, a fazer companhia à carne.

nada: fotografar os pés está para a fotografia como o estado do tempo está para a conversa

prendi muitas molas na toalhinha e tirei uma fotografia

Da lantche

Almoço:

croquetes feitos com duas costeletas sobrantes e duas batatinhas cozidas de novo e meia cebola+dois dentinhos de alho refogados de novo


Não me copiem, não vai valer-vos. Já sei isto e ainda nem os fritei. Também tem salsa e pimenta e sal. E foi tipo assim: zuca!, pra dentro do processador, vira-vira-vira. Também aproveitei duas claras. Sobrantes. Também. É.

Sonho

Sonhei que tinha sono e que toda a gente sabia disso.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

sem sentido*

... porque é que eu ando com tantas canetas?

*prático

Luzinhas vermelhas

Já tenho stops no popó-zinho. E assim, lá fui ao supermercado-zinho, fazer compra-zinhas. Açucaradas.

açúcar mascavado
açúcar morenito
açúcar fino
açúcar com pectina

E não, não passei por entre as tampas de esgoto, antes por entre umas das fileiras e as sombras dos candeeiros. Obviamente estava tudo no chão. É que, pra começar, hoje não é sábado, logo: há carros estacionados à direita e a pontaria está-me por entre as tampas mas ainda não aprendei quanto espaço tenho até chocar com espelhos retrovisores dos popó-zinhos das outras pessoas. Obviamente é melhor nem testar. Depois, pra continuar, não eram nove da manhã, mas três da tarde, portanto não é meu costume ver sombras naquele chão. E eis a surpresa.


Comprei, também, bejecas piriris, afinal quem andou de roda da pecinha verde, a ver onde a punha para eu ter luzinhas vermelhas, bem que merece(u)(rá).

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Cortes da minha vida

Cortei as folhas do caderno negro, aquele do episódio mais triste que a minha escrita já conseguiu. Era um caderno que usava para apontar as coisinhas para o blogue, logo que me dei à blogosfera. Quer isto dizer que do conteúdo escrito, umas coisinhas saltaram efetivamente para o blogue da altura, mas outras foram ficando. E eu sei as que ficaram, pois sei, que na altura fazia uma crua... ai perdão, uma crua... ai perdão, uma cruz – cruz!, cruz!, cruz! – ali pelo começo do texto, do lado esquerdo da página, que rodeava com um círculo. Rodear com um círculo não me parece uma expressão particularmente boa, mas olhem, paciência, este é um daqueles momentos em que me apraz que isto aqui, afinal, seja somente um blogue, toda a gente sabe que para ter um blogue não é preciso saber escrever.
Mudando.
A foto abaixo foi tirada hoje, apeteceu-me, isto ontem, replicar o meu escrito, que atualmente nada tem que ver com nada, é passado há muito passado, sei lá eu... Fica aqui então, está bem? Vai ter que estar.






E a foto abaixo replica as ditas folhas em branco do caderno negro.







• Notas:
• O outro grupo de folhas brancas aparecerá no blogue um dia destes
• Os restantes escritos do caderno negro aparecerão no blogue um dia destes
• As folhas em branco, consegui-as porque quando a gente rasga um folha de um caderno que segura as folhas por meio de agrafos, as do fim já não se seguram

Cliente

Esteve aqui um senhor querendo ardentemente um tampão de três oitavos e eu, não maliciosamente, perguntei se desejava um espécime desses em macho ou em fêmea. Ó pá, dava-me jeito saber. É que, como sabem, e se não sabem não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, ai o caraças das vírgulas, um tampão ao nível de tudo quanto adira ao bom e funcional percurso do fator agá-dois-ó, vulgo material para canalização, para além de medidas diversas, uma das outras particularidades é a de ser diferenciado pela rosca por fora... ou por dentro. Se por fora, é macho, que adentra, se por dentro, é fêmea, que recebe.
A sério que a minha ideia não é fazer deste post uma lição acerca da vida sexual, mas eu cá, quando vim trabalhar para o estaminé, foi assim que decorei a 'coisa'. Já este cliente, pareceu-me não ter ainda descoberto este meu método ultrarrápido, que me respondeu logo: 'ai eu disso não sei nada!', e não sou eu que o vou ensinar, não.

A vírgula

As pessoas circulam, felizes
As cigarras cantam, felizes
As árvores ciciam, felizes
As pedras ficam, felizes

Chia

Isto é mero lembrete:
Tenho que procurar receitas com sementes de chia.
Isto é mera lembrança:
Eu que não inche, como a chia, e fala a gorda que há em mim.

Post roxo

O resto não sei, mas o raspador tem 12 vírgula 8, por 10, por 2, isto em centímetros, e é feito em aço inoxidável e silicone. Não fosse roxo e podia pô-lo a encher partezinhas de mim.



Cliente

Quando entrou no estaminé, um cliente, desconhecendo por completo este espaço apertado, gracejou uma série de vezes:

A senhora não deve sofrer de claustrofobia de certezinha!
A senhora tem de continuar magrinha!
Alguém que venha trabalhar para aqui vai sofrer horrores até se habituar ao lugar das coisas!
A senhora não pode ser substituída!
A senhora não pode morrer!
Olhe, eu já arranquei daqui esta etiqueta, mas enquanto a senhora aqui estiver, eu estou descansado!

Luzinhas vermelhas

Olhem, o meu admirado automóvel de matrícula portuguesa está tem stops.
Ó Luís...
Calma, o automóvel move-se todavia por sobre os pneus de ilustre calibre, bem sei, não andaria era se lhe faltasse o cabo do acelerador, o disco de travão, a embraiagem, o turbo italital.
Ó Luís... Eu ligo os intermitentes de cada vez que travar, não custa nada, é juntar um jogo de pés e mãos ao habitual jogo de pés e mãos, né?


Não, não é, é proibido circular na via pública sem stops, não vou e pronto.

Que eu

Como está, estava, o poeta?
Não sei.
Que eu não malembrei de o observar!
Que eu sou lá todos os dias igual?
Que eu não.

Era uma vez um segredo

Chiu, não contem a ninguém que naquele banco, quando era um dia fresco, estava eu lá muito bem. E isto é um era de outra era.

Mural despedinte

Destruí o mural despedinte, levada pelo sentimento 'adeus estaminé', acabando, também, por retirar dali assim, mais ou menos perto, vá, a colagem que fiz com fotos dos ricos filhos, há sei lá quantos anos. Estava na hora. As coisinhas do mural deitei no lixo, a colagem colei no caderno da(s) foca(s). Entretanto havia guardado algumas das coisinhas para fotografar, e fotografei.



Fiz gelado

Mediante as minhas experiências, fiz um gelado que levou:

natas, 200 ml
leite, 200 ml
chocolate branco, 200 gr
leite em pó, não sei, mas conto com 20 gr
açúcar, não sei, mas conto com 80 gr
iogurte, não sei, mas conto com 100 ml

Queria dedicar-me ao gelado sem gemas, que me sai mais em conta e menos gordo. Tudo bem que as gemas têm um poder emulsionante que dificilmente se substitui como convém, mas mesmo assim. E este calhou-me bem pra caraças. Esta receita, quando sem gemas, não é particularmente inútil levar ao lume (e eu cá vou nos conselhos da Rita Nascimento, cujo livro é A Vida Secreta dos Gelados Caseiros ), é dispensável, tudo bem, mas aquecendo a mistura é óbvio que a mistura se mistura melhor, há algo nos quentinhos desta vida que... coiso. Seguidamente é levar a esfriar. Teoricamente, é preciso arrefecer à pressa, mergulhando a panelinha numa bacia com água fria e cubos de gelo, o choque provoca 'coisas boas' à mistura, ou então é também praticável a rápida introdução na prateleira mais fria do congelador e acabou esta conversa. Passadas umas duas horas vai-se lá ver se realmente está friozinho no recipiente que a gente escolheu para receber o futuro gelado. Se sim, então é verter para a sorveteira, ligar o botão e esperar que se faça magia.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Ó Redonda, este post é para ti, vem cá ver!




... obrigada!

Sapatreirices

O sapateiro mandou os funcionários de férias, os quais, no blogue, elejo a sapateirinhos. Isso das férias, esta semana, é para todos. Todinhos.

Sonho

Sonhei que já não era preciso andar com as chaves do estaminé. Pesam sessenta e cinco gramas, o alívio que vai ser, oh mon dieu!

Querido Diário

Eh pá, ó Gina, então e ao cabo de todos estes dias, conta-me lá como está o poeta?

De pé, 'migo, de pé.

Post de amêndoas

Gelado meu, gelado meu... Fiz um gelado de amêndoa que me espantou e agradou mais que muito. E nem é preciso sorveteira. Eu explico. Leva-se ao lume:

400 mililitros de natas
100 gramas de farinha de amêndoa
50 gramas de açúcar
2 gemas
2 paus de canela
1 limão, a raspa

… E deixa-se engrossar, o que acontecerá pouco antes de formar as bolhas da fervura. Este creme pode fervilhar, mas não convém abusar, não vá talhar.
Dispõe-se o preparado numa tigela e deixa-se arrefecer por completo antes de levar ao congelador. Isto em não querendo estragar o pobre do frigorífico, que se a gente marimbar é lá que se coloca diretamente.
Em passando duas horas de permanência no congelador, retira-se e bate-se com uma batedeira, a fim de soltar os bordos e incorporar algum ar no gelado.
Leva-se novamente ao congelador por mais quatro horas, ou até se conseguir tirar uma bola de gelado bem bonita.

Notas:
Para eventuais sobras que haja de um dia para outro, retira-se o gelado do congelador e espera-se um bom quarto de hora, que é o tempo de voltar a ter aquela textura cremosa.


E eis que vem o bolo que o gelado acima acompanha, costume que se encontra ali para os lados de Maiorca, Espanha (é ver aqui), onde lhe chamam Gató de Almendras.

6 ovos
200 gramas de açúcar
200 gramas de amêndoa moída
1 limão, a raspa
½ limão, o sumo
½ colher de café de canela em pó

Separam-se as gemas das claras e, em duas tigelas, bate-se estas em castelo e aquelas com o açúcar até ficar um creme quase branco. Junta-se o resto dos ingredientes, envolve-se, as claras encasteladas, envolve-se e leva-se ao forno em forma untada, forrada e enfarinhada durante para aí uns 40 minutos.

Nota: a canela é poucochinha, é sim senhores, mas é assim mesmo, que para imperar é o limão.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

1 vídeo no post 3458

Post 3457

Amostras que recebi da amiga:

pacote de sérum de rosto
pacote de sérum hidratante
pacote de creme hidratante
pacote de creme remodelante
pacote de creme sem parabenos
pacote de fluido lifting
pacote de cuidado embelezador
tubo de sérum anti-idade
tubo de sérum iluminador
ampola de lipsomas

Post 3456



ó pá ca númaro tóin xiru!

Post 3455

Fiz uma sopa toda ela em verde, que me esqueci das cenouras. Saiu-me salgada, a sopa. Cá pra mim faltou-lhe o doce das cenouras.

Post 3454

Consigo, ainda, passar com os pneus do lado direito do meu (espectacular) automóvel (de matrícula portuguesa) por entre duas tampas de esgoto. Aquelas tampas de esgoto. É que não erro uma.

11 fotos no post 3453



segunda-feira, 14 de agosto de 2017

laique a tuítar

fazer os cogumelos à parte, a rica filha não gosta de comer pato, que lhe dá pena o bichinho

novidades&raridades

curgete biológica
pepino biológico
pimento amarelo
entrecôte sul-americano
peito de pato
champô sem espuma

Força nisso

Há duas portas de garagem que avisto daqui. Uma que funciona com comando à distância, a outra é manual. É sobre esta última que tenho a dizer coisas. Um homem deixou o carro quase pendurado na subida íngreme, direcionado à porta, saiu, enfiou a chave na ranhura, abriu o trinco e levantou a porta mas foi pouca, a força, tanto que a porta desceu, ele levantou-a, a porta desceu, ele levantou-a com mais força, a porta desceu, ele levantou-a com muitamuitamuita força e a porta prendeu. O homem agarrou no carro, foi estacioná-lo longe da minha vista, regressou, puxou a porta, que levantou, ele puxou com mais força, a porta levantou, ele subiu o murete... ah-ah!, aqueles trinta centímetros deram-lhe uma ajuda do caraças. Aos outros que comandam a porta moderna, olhem, carregam no botão, ainda que travem o carro, quando a pique, olhem, não é para escolher entre o botão e o travão.