sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Ó Gina, já sabes o que vais fazer para a Noite da Consoada?

A Gina cozinheira anda a pensar nisso carinhosamente.
A Gina previdente passeia pelos corredores do supermercado e folheia revistas de culinária no sentido de ir introduzindo os sabores natalícios na mente, esperançada de que se materializem.
A Gina deixa-andar pensa que ainda é cedo para tanta preocupação.
A Gina gorda teme engordar três quilos com os doces de Natal.
A Gina ansiosa-muito-ansiosa diz que...(arfa)...(por entre)...(as reticências)... a casa cheia...(arfa)...(por entre)...(as reticências)... é coisa...(arfa)...(por entre)...(as reticências)... enervante...(arfa)...(por entre)...(as reticências)...
A Gina podre da boa e gira que se farta diz que no Natal se mantém assim, qual engordar três quilos, qual quê.
A Gina do blogue escreveescreveescreve, no blogue, olarila, afinal diz-se grafómana, pois é, a ver se apura conclusões.
A Gina youtuber acabou de se lembrar que a mesa da Consoada existe, ah... Que fazer?!


Hoje não li

Hoje não li, mas tenho andado a ler. Há dias, aquando do tinóni, percebi que os livros e as máquinas fotográficas são afinal mais importantes para mim do que o estojo metálico com seus pertences fantásticos. Um dos livros que me pediu socorro foi o que leio ao momento, 'Romance de Cordélia', de Rosa Lobato de Faria. Estou a gostar, é a história duma presidiária, enfeitada com ironia, começando logo pelo nome da personagem que escreve a sua história – Cordélia, Romance de Cordélia, romance de cordel. Pode parecer um romance de cordel, só que não é.

«Resumindo e concluindo, quando Mira Milita saiu do manicómio comprou uma cabeleira preta com franja, roupas provocantes muito diferentes das suas, mudou o nome para Sandra Madalena e foi oferecer-se para o lugar de secretária de Rodolfo Augusto que estava oportunamente vago.» (página 32)

Árvores

Nenhuma das árvores da praça contém alguma folha em si. Uma tem um pedaço de fita de Natal, que já vem do ano passado, e há uma outra que tem outra coisa qualquer. Se não há novidade na árvore amarela, nas árvores da rua mais bonita de Lisboa, que nenhuma está nua, ainda, ou nas da praça, então dedico o olhar a olhar para as do jardim onde está o poeta. Um dia todas estarão nuas e eu vou poder vê-lo por inteiro. Ou com ramos a recortá-lo, não sei bem.

Tipo assim a poder ir embora

Ora bem, já despachei as encomendas e já lavei as gavetas da cozinha. Também passeei o cão e tratei da hortaliça. Acho que vai dar, posso ir descansada.

Anti

Temos bolas de naftalina, quadrados de cânfora, temos bolas e quadrados impregnados de naftalina. Purista, a cânfora.

Rima com

Neurótica rima com paranóitica. Bem sei que é paranóica, mas é que não rimava ô puã e então fiz assim. A primeira lida nervosamente com os problemas, a segunda inventa-os e portanto enerva-se desnecessariamente. Ressalva: não consultei dicionário ou manual para traduzir a ideia para post.

brancoamarelorosaazulbrancoamarelorosaazulbrancoamarelorosaazul brancoamarelorosaazulbrancoamarelorosaazulbrancoamarelorosaazul brancoamarelorosaazulbrancoamarelorosaazulbrancoamarelorosaazul brancoamarelorosaazulbrancoamarelorosaazulbrancoamarelorosaazul brancoamarelorosaazulbrancoamarelorosaazulbrancoamarelorosaazul brancoamarelorosaazulbrancoamarelorosaazulbrancoamarelorosaazul




imperam, ainda, os papelinhos, lá no lugar (que também pode ser) da musa




Lugar (que também pode ser) da musa

Senhor e senhora... ai perdão senhora e senhor entraram no espaço e pareceu-me que vinham juntos. Mas não. Quem os conhecer sabe que foi coincidência. Mas eu não.

umas perto
umas longe

juntas, fazemos coisas

fiz um A com tubinhos

Questão

Há uma questão vaidosa que existe por baixo de tudo quanto se faz e que é expositivo. Questão essa que é, quanto a mim, complicada de gerir. No blogue é confuso, mas é uma coisa tão escondida - para mim, repito: para mim - que gerir a vaidade me não cansa por aí além. No blogue estou escondida, não dou a cara, se eu quiser ponho para aqui umas macacadas quaisquer e monto um personagem upa-upa, tanto em termos de vaidade, como doutra questão que me apeteça. Mas não. Eu, não. Dos comentários que tenho recebido, percebo que os leitores não me julgam muito diferente daquilo que sou fora do blogue e da blogosfera, o que me descansa, lá está, é-me portanto fácil gerir a porra da vaidade, que sempre está cá, é só um tiquinho, mas é. E está.
Ora acontece que nos vídeos o caso muda de figura. É isso mesmo, é figura, eu apareço. Ainda que não seja dada a hipocrisias, a verdade é que mantenho um personagem nos vídeos, sou 'aquela' e apresento-me 'daquela' maneira. É tanto assim que, se estou num dia parvo, pois que não há vídeos e acabou a conversa, não consigo 'falar'. Depois refleti, não muito, para aí quê, três segundos, encontrei uma atenuante do caraças para a questão vaidosa dos blogues e dos vídeos: sem exposição não há partilha, sem partilha não se existe. E acabou a conversa outra vez.

Aceitação

O meu acupuntor aceitou o meu pedido de amizade no fuçasbuque. E meu e meu e possessão e ais.

Já tinha saudades disto

Oitocentos e trinta e cinco gramas de bananas
Oitocentos e noventa e cinco gramas de maçãs
Seiscentos e sessenta garmas de dióspiros

ai que masqueceu! é d' ontem, de Loures e de manhãzinha

Primeiro


Bom dia. São dez e cinquenta e três. E vai que pumba e coiso.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Último

Hoje esteve um dia farrusco. Um dia daqueles dias mesmo bom para as pessoas felizes se sentirem felizes consigo e comigo.

D' interesse

Interessa é os passarinhos que vivem, ainda que seja outono, e as folhas das árvores apodrecidas, porque é outono, ainda.

1, 2, 3

olá
olá
olá

Curiosidade

Sim, curiosidade
Sim, espevita
Sim, é força

...

Já me fez mais confusão. Já me fez mais confusão... o quê? Ah, já sei, já me fez mais confusão as portas do cérebro e do coração serem tantas e minhas.

Tu lês blogues?

Sê bem vindo a um, se.

Questões

Tradição:
Já escreveste a carta ao Pai Natal?
Reflexão:
O Pai Natal lê cartas?

Não sabíamos das meias

Ó Gina, vê lá se apoiaste no gancho da parede
Ó Gina, vê lá se puseste dentro do calçado
Ó Gina, vê lá se deixaste cair
Ó Gina, vê lá se enfiaste na mala
Ó Gina, vê lá mas é se as meteste no bolso do casaco...
… Meteste.

Primeiro

Bom dia. São onze e vinte e seis. De manhãzinha fui à oficina, como creio, hoje sim, que se percebe pela foto.



terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Último

Esteve um dia tão bonito, um daqueles dias em que as pessoas felizes facilmente se sentem felizes consigo e comigo.

A bolsa

Da bolsa do meu caderno, é o que trata este post. O caderno é o azul, o tal que me deu a rica filha.
O meu caderno azul tem uma bolsa no avesso da contracapa. No dia em que a descobri, quando a noite chegou, dormi muito bem. É nessa bolsa que enfio:
os talões de desconto do supermercado que recebo pelo correio
os talões de desconto do supermercado que recortei da revista do supermercado
as receitas – a experimentar - que recortei das revistas do supermercado
as informações – a desenvolver oralmente - que recortei das revistas do supermercado
a brochura que espera selos para aquisição de conjuntos de copos para gin, vinho tinto, vinho branco, champanhe, água/sumo, cerveja
a brochura das margarinas Vaqueiro - ó pá, será que também comercializam manteiga...? - que encontrei no corredor dos frios, a qual ensina a fazer bolachas em forma de botão – ó pá, são tóin xirus, piriris, cada um com seu conjunto de quatro furinhos, a gente até pode cosê-los, de certezinha, abotoá-los é que duvido, mas - e de várias cores

Pilhas

Se tiro as pilhas boas da máquina fotográfica montes de espectacular ponho-as num saquinho, escrevo 'boas' num papelinho, que ponho a fazer companhia às pilhas boas.
Se tiro as pilhas ruins da máquina fotográfica montes de espectacular ponho-as num saquinho, escrevo 'ruins' num papelinho, que ponho a fazer companhia às pilhas ruins.
É por conta de atitudes como esta que tenho montes de companhia. E é a pensar na minha solidão, que a operadora que me assiste, me dispôs o dobro dos megas para gastar nas netes através do telemóvel. Deve ser as broas, ou coisa do género. Vai ser cá um corropio...! É para o resto do mês. E até ao fim do ano.

Vamos falar de doces

Aconteceu com esta que escreve que encontrou um prospeto num certo café e lendo uma receita lá escrita que lhe pareceu bem se decidiu a registar apressadamente os ingredientes. Somente os ingredientes.
Aconteceu com esta que escreve que não apontou mais porra nenhuma do dito bolo porque a preparação lhe pareceu dentro dos parâmetros habituais de confecionar uma receita. As gemas com o leite condensado são batidos e a raspa da laranja é misturada ao depois e encastela-se as claras e envolvem-se no preparado e deita-se então a farinha e vai de alcançar o estado homogéneo na massa.
Aconteceu com esta que escreve ter indagado consigo mesma se teria esquecido um ingrediente que é a manteiga aquando do copianço do prospeto para o seu papelinho. Só que não. Melhor: a bem dizer ainda hoje duvida.
Aconteceu com esta que escreve que descobriu num repente que podia substituir a farinha de trigo que dizia no prospeto por farinha de amêndoa porque esta contém em si elevado teor de gordura.




Este bolo é muito bom. Tanto parece bolo, como pudim, e lembra ainda um cheesecake daqueles que vai ao forno. Se levava efetivamente manteiga, olha, a amêndoa moída fez um papel do caraças, tanto no resultado final, como nas trincadelas desta que escreve.




Já fiz o tal Bolo de Leite Condensado. É.
Leva:
1 lata de leite condensado
5 ovos
1 laranja (raspa)
100 gramas de farinha (amêndoa moída)
E faz-se:
Bater o leite condensado com as gemas.
Juntar a raspa da laranja e mexer.
Bater as claras em castelo e envolvê-las na massa.
Adicionar a farinha e mexer até estar tudo ligado.
Levar ao forno em forma untada e enfarinhada durante aproximadamente 40 minutos.

Onz'us

pupurru-pupurru
ai cá vou eu mais tu
ai
u
tu

...

Tenho tristes. Não sei se na cabeça ou então nos olhos. Ambos...? Ah, então é isso. Já agora, não tem nada a ver com o tema, mas adiante, está um dia muito bonito. Seis de dezembro de dois mil e dezasseis, hoje.

Constatação

Sim, outra constatação. Um post com mais uma constatação, quero eu dizer. Esta foi com enorme alegria que a abracei. Ah, anda cá constatação, deixa-me abraçarte... ai perdão, abraçarte... mau, abraçar-te. É que ao momento acontece novo lançamento da Sidul, em matéria de pacotinhos daqueles de se pôr no café, desta feita são receitas de Natal. Já tenho três pacotes, e notei que em nenhum se fala do modo de confecionar as receitas e divulgam apenas os ingredientes, encimados por um tempo, que tanto pode ser o de toda a preparação, como do tempo de cozedura. Fica a dúvida... Que se pode eliminar ao visitarmos as netes, de certezinha.

Primeiro

Bom dia. São onze e vinte e nove. Hoje de manhã fui à oficina...




… Bem sei que pelas fotos não parece nada, mas fui. A bateria do carro finou, urgia portanto substitui-la. Foi de bom grado, o momento em que constatei haver algumas peças na minha vida que são substituíveis em caso de avaria. Esse momento ocorreu assim que digitei a palavra 'substitui-la', duas frases lá atrás.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Esperança

No sapatinho, espero encontrar uma caneta verde e uma caneta vermelha. Isto não acontecendo, espero que o próximo ano mas traga.

Dos vídeos

Ó pá tenho tantas novidades.
O vídeo mais visto no meu canal tem 6130 visualizações, 67 'gosto' e 5 'não gosto'. Portanto houve 6058 pessoas que não 'disseram' nada.
O meu canal contém 10574 visualizações. Não sei como a gugâle faz estas contas, mas imaginando que as visualizações ao vídeo mais visto faz parte do número total, então houve 4444 pessoas que foram ver outros vídeos, quiçá aquele que pus como apresentação do canal aos novos visitantes, onde não me lembro de porra nenhuma que tenha dito, coisa que ao momento me descansa e, por acréscimo, muito me alegra.
Tenho 41 subscritores, contudo, somente 14 se deixam ver. Já por diversas vezes me indignei com esse facto, ó pá porquê? mas porquê?! não me façam isto! porfavorporfavorporfavor! mostrem-se lá! vá!
Publiquei 560 vídeos no canal agregado a este blogue, ambos nascidos a 1 de janeiro de 2016, há precisamente 360 dias – hoje é 5 de dezembro - o que dá 1.556 vídeos por cada dia vivido.

Revistas

Isto de escrever num blogue e falar num canal de vídeos, leva-me a duplicar um assunto, o que não me desmotiva assim tanto, mas comecei com esta conversa porque não malembra se já falei no blogue acerca das revistas Magazine do Continente, muito embora tenha tudo explicadinho no canal, em para aí uma meia dúzia de vídeos. Mas então vá: desde outubro que adquiro a revista Magazine do Continente e lhe acho um piadão.
Entretanto, pasme-se!, descobri duas revistas dessas em casa! Ambas do ano passado!, pois foi!, são de julho e de outubro de dois mil e quinze!, e têm obviamente receitas que sim senhores!, é para fazer! Porque as terei guardado? Sei lá! É que sou avessa a guardar revistas de culinária! Parece impossível! Mas não é! Descobri também, oh céus! Paro agora com o registo entusiasmado.
Por junto descobri um velho livro de receitas de bolos e bolinhos que a Vaqueiro me vendeu há não menos de duas décadas. É daquele tempo em que a aquisição dalguns livros de receitas que as marcas lançavam se fazia por correio tradicional, por meio de envio de pequenos selos que se recortavam dos invólucros dos produtos, e se colecionavam até perfazer o total de selos estipulado, ao passo que hoje temos tudo disponível nas netes, qual selos, qual correio tradicional, qual quê. Da Vaqueiro, adquiri toda a coleção, mas entretanto, com o rodar dos tempos - ai tão poética, credo – adquiri experiência no cozinhar doméstico e fui-me desfazendo dalguns livros dessa coleção, por considerá-los inúteis, se ademais ia também adquirindo revistas várias sobre este tema tão interessante que é cozinhar.
Resta portanto o 'Bolos e Bolinhos', como já consta acima. Folheei-o interessadamente, afinal está aí a quadra natalícia, e a bem dizer foi por isso que me meti na trabalheira de procurar livros de receitas esquecidos, na ideia de encontrar algo especial, diferente e impopular. Sim, existem receitas com tudo isso, já alguém preparou e degustou Francesinhas à Moda do Luís num almoço de Natal?
Pois não, bem me parecia.
Ora deixa cá ver se encontro coisas fixes para o Natal, trá-lá-lá, pensava e cantava eu, enquanto folheava o dito livro, bem como as ditas revistas. Encontrei montes de receitas de bolachinhas especiais, diferentes e impopulares, com a particularidade de serem preparadas com claras, portanto: dispensadoras de gemas – as gemas imperam em alguns dos doces de Natal, vai daí sobram claras aos montes – mas não sei se me jogo a confecionar alguma por conta do pouco tempo que vai sobrar. Encontrei também um bolo de queijo fresco que me atraiu pra caraças. Estas receitas de que falo aparecem no livro 'Bolos e Bolinhos' da Vaqueiro, que as revistas Magazine do Continente ainda não vasculhei demoradamente. Não prometo mais notícias, mas há vontade de as dar, aquando do estudo feito e conclusões tiradas.

primeiro

Bom dia. São dez e onze. Ontem à noite, domingo, voltei a não pintar as unhas. Já me perdi com isto, 'migos, mas cuido de serem quatro domingos, contando com ontem, os que há de jejum em embelezamento das unhas.

domingo, 4 de dezembro de 2016

depois a chuva passou

½ dúzia de pares de meias

Andava a precisar de renovar a gaveta das meias. Entretanto já eliminei (fica mal dizer que pus no lixo...) estas:


... fundo preto, ponta verde-alface, calcanhar cor-de-rosa, remate lilás, espirais em amarelo e umas letras coloridas que dizem 'angel' por sobre o preto. Os anjos serão alegres? Diz que sim, que cantam lá no céu e tal, 'quem canta seu mal espanta', portanto devem ser mesmo muito alegres, os anjos.


... são maioritariamente pretas, na planta do pé têm uns arabescos que querem dizer 'padrão animal', mas um bocado mal amanhado, vá, em rosa-choque e verde-elétrico e o remate do cano é em rosa-choque.

... padrão animal e isso assim, cores iguais e coiso, só por dizer que o animal no outro dia era (por exemplo e creio que) de leopardo e hoje é de pantera, ou puma, ou chita, ou... Eh pá, não sei, olha, as anteriores eram tipo às riscas e estas são tipo às bolas, pronto.

Que substituí por estas:




... Que não vou descrever, uma vez que são lisas. Mas são do tipo ó pá tóin xiras, não são? Da vez primeira disto das meias, pus-me a mostrá-las à calçada, como se a dita as quisesse ver. Este falar de mim para coisas (como é este exemplo da calçada) é-me especial, faz uma certa companhia, vá. Nessa altura também me punha a mostrar o zoom da minha máquina fotográfica não tão espectacular assim ao mundo, na esperança de que este quisesse ver o alcance que aquela tem. Nem sempre a esperança é vã... Neste grupo de meias, o chão não é a calçada, são chãos da minha casa. Achei melhor assim, por ser diferente, tanto o chão como a posição.