sábado, 17 de fevereiro de 2018

Motivo

Escrevo de bolos e guisados e ingredientes porque este tema me esconde a tristeza, não deixando de me revelar o caráter.

Boas & Más

Sempre quero ver se as natas que comprei são boas. São daquelas do frasquinho.
Não são do pacotinho
– que são as que têm muita vida, três meses, ou lá que é –
não são do boiãozinho
– que são as que têm vida para duas semanas, acho eu –
são! as do frasquinho, que têm vida durante não sei quanto tempo, que ainda não me deu na cabeça fixar essa informação, que foi mais ou menos o que fiz com a longevidade das outras. A pessoa sabe lá.

Acho que vou

Acho que vou fazer galette de pêra e chocolate. Galette, é a tarte dos preguiçosos. É arranjar uma massa para base e espetar nela as frutas que se quiser, muito embora as carnudas sejam as mais adequadas, aromatizar conforme o apetecido, acrescentar alguns frutos secos, colocar tudo por cima da dita massa, dobrar os excessos para cima do recheio e levar ao forno uma meia hora.

No caso desta que acho que vou fazer...

Aproveito e aproveito o tal resto de massa de bolachas de avelãs. Ora pensem comigo:
o que melhor combina com avelãs?
chocolate!
o que melhor combina com peras?
chocolate!


Então... pronto.



Lanchinho

(há quanto tempo não 'Lanchinho'...)

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

hoje, enquanto dia, o dia esteve um dia de sol aberto e a temperatura do dia era boa




boa noite




Lugar da musa

Estou no lugar da musa, a leitaria não sei que mais – ou sei, mas coisum – e estão aqui as septuagenárias de outros tempos, de outro lugar (que também podia ser) da musa. Lembram-se delas? Se não se lembram, não faz mal, eu gosto de vocês na mesma e recordo-vos:
a septuagenária da camisola
a septuagenária da novela
a septuagenária da cicatriz
Não é que elas andem atrás de mim, perseguindo-me lugares da musa afora, nada disso, eu é que ando atrás delas, eu é que as noto, eu é que as escrevo, eu é que lhes chamei o que chamo. Falavam de chefs de cozinha, que agora as comidas com bom ar, se provindas da criatividade de um desses senhores, logo recebem um nome especial, só que aquilo nada tem de especial, em todo o tempo se viu rosetas de cenoura enfeitando os pratos. Bom, coisum. Venham cá ver, que isto é bonito. Uma das paredes está totalmente preenchida com uma foto onde se pode ver um desfile de mulheres fardadas – de padeiras, acho eu – segurando alegremente – a maioria – tabuletas com o nome que este lugar ainda mantém. Cada placa que compõe a enorme foto tem a sua iluminação, fraca, como se quer, por modo a não abrilhantar demasiado e assim acabar com a mensagem do fotógrafo e das mulheres. O café é muito bom, daí nos últimos tempos ter regressado frequentemente e ter chamado lugar da musa ao novo lugar da musa.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

A minha

Mostrei a minha frieira a sua majestade, que o afligiu muito.

Cadeira de madeira

É uma cadeira igual à forma daquelas dos realizadores de cinema, só por dizer que não tem panos a fazer de assento e encosto, nem nomes. E está no Ginásio.

Post general (porque vou generalizar)

As senhoras que estão no balneário do Ginásio aquando da parte da manhã são mais simpáticas do que as de tarde. Julgo que esta diferença se deva ao sentimento de nascimento recente, de renovação, de 'bora lá viver, que é coisa mais aparecida de manhã, por contágio do dia, que é ainda tão fresco.

E o Tejo, ó Gina?

Cinzento, 'migos, cinzento. Mas lindo, obviamente lindo. Tenho uma surpresa reservada para vocês que, correndo-me os dias como espero, verão no próximo domingo.

A aula é diferente

A aula da manhã, por ora, é diferente, mas, afinal, nem tanto assim. Dantes era Pilates, dado por um professor, agora é Alongamento e Postura, dados por outro professor, não menos bom, não menos atencioso, não menos profissional.

Ler e escrever

Há quanto tempo não lia e escrevia e lia e escrevia e afora fora. Estive no Ginásio e, ao depois do exercício, na altura do cafézinho, hoje acompanhado de scone (crocante porque decerto lhe foi colocada farinha de milho), estive a ler blogues. Então, aconteceu parar a leitura amiúde para apontar as minhas coisinhazinhas.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Jaime

É sempre complicado cruzar-me com o Jaime da farmácia. Foi no supermercado, o cruzamento, mas foi a tal da complicação. É balança que já nos vem de há quarenta anos.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Nós, as Ginas

Nós, as Ginas, temos línguas e bochechas tumescentes. Daí andarmos sempre a mordê-las. Tanto nos podemos morder pela maçã biológica do lanchinho da manhã, como com uma metade de chocolate perverso. Ponto principal: mordedura, não vá isto não se perceber e, por  ora, esse pensamento está a fazer-me impressão.

Nós, as Ginas

Como andamos feitas doidas a experimentar receitas, temos no congelador uma catrefada de sobras. A sabermos, para que no futuro saibamos:
um resto de creme de brigadeiros
um resto de massa de bolachas de avelã
um resto de recheio de limão

E faremos então o quê?, dois pontos
os brigadeiros
as bolachas
as bolachas com o recheio
uma tarte com a massa das bolachas
uma tarte com a massa das bolachas e recheada com
as bolachas recheadas com o creme de brigadeiros

? ? ? ? ? ?

O creme de brigadeiros, fizemo-lo a imitar um cheesecake. Para isso, armámo-nos em boas e fizemos um queijo, levando leite e vinagre (um litro de leite para três colheres de sopa de vinagre) ao lume até ferver e talhar e no seguimento se coar, descartando o soro e retendo o queijinho. Então, aconteceu-nos que o queijinho ficou poroso, textura nada semelhante ao queijo-creme, e esses grumozinhos, não se desfazendo nem por nada, conferiram a mesma textura porosa ao creme de brigadeiros. Nós, as Ginas, somos mulheres desenvoltas e criativas até na cozinha, contudo, há alturas em que essas coisinhas nos desamparam, até na cozinha. Mala suerte. E nós entretanto resolvemos congelar o dito, para futuras aplicações... Que já realizámos. Uma. Uma aplicação, queremos nós dizer. Preparámos uma vez mais uns queques de chocolate que são de morrer (bem morridas) e montes de fáceis (receita aqui) de conseguir (bem conseguidos) e espetámos com uma bolinha de creme dentro da forminha de cada queque, isto a meio da cozedura. Não ficando muitaa bom, não senhores, também não ficou nada mal.
A massa de bolachas de avelã, olhem, nós, as Ginas, não sabemos se lhes havemos de dar sumiço com a tal tarte, sabemos lá nós com que fica a matar (bem matado) com avelã...?, chocolate, claro!
O recheio de limão vem do dia em que experimentámos os whoopies de chocolate e com os quais ficámos extasiadas. Porém, ou fomos sovinas na distribuição do creme, exageradas no tamanho das metades dos whoopies, ou as quantidades da receita estão desequilibradas. É que sobrou-nos uma beca de creme, como já decerto perceberam.

Sonhos


Sonhei que a minha máquina fotográfica montes de espectacular não ligava. Não é que se tinha avariado, é que não ligava. Percebem? Claro que sim, por isso acaba-se aqui a conversa.

Sonhei que a mulher do blogue estava invejavelmente magra. Tinha umas perninhas fininhas, fininhas, uma carinha coisinha, nada de barriguinha e tipo assim, e era tanto assim que já andava a tratar de engordar.