terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A ler

Escolhi a leitura do momento há três dias. Fiz o que costumo fazer: corri o dedo pelas lombadas na prateleira dos não-lidos e parei no livro 'Sem medo', Rita Delgado. Registo alguns factos:
Este livro consta na minha biblioteca há tanto tempo que não tem a data e o lugar da compra registadaosna primeira folha morta.
Comprei-o num supermercado há cerca de dez anos.
Nessa altura li várias páginas e esmoreci. Sim, há dez anos atrás eu já era uma má leitora.
Conta a vida de uma atriz que se muda para a política e descreve meandros desse universo.
O universo político é coisa para me aborrecer.
Ter largado esta leitura foi decerto o pouco interesse que sempre tive por esse universo.
Vou esforçar-me e forçar-me a concluir esta leitura, portanto: vou ser a leitora de sempre.




Sim, hoje li.





Dias de um Ginásio

'Joelhos dobrados, Gina!', correção da senhora professora de stretching. Naquele momento toda a gente soube da existência de uma Gina na sala, só por dizer que ninguém a viu e soube que era eu e (re)conheceu, todos tínhamos a espinha dobrada e a cara encostada às canelas. Que chatice pá, estou sempre desfasada por entre o tempo e a posição.

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia da língua materna, a portuguesa, no meu caso.

Está certo: uma pessoa fala.
Está certo: uma pessoa ouve.
Está certo: uma pessoa escreve.
Está certo: uma pessoa lê.
Está certo: uma pessoa compreende.

Parímpar

Se ano par, é ano par
Se ano ímpar, iguala ímpar
Se ano ímpar, então ano par
Daí se depreende que ímpar é único
Portanto diferente
Portanto especial
Diferente por ser especial e único
Especial por ser único e diferente

7:59







posta-restante às 18:27
não chegou a brilhar em pleno, o

Primeiro

Bom dia. São onze e cinco.
Olha como estava hoje o meu documento antes de começar a escrevinhar:



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

ó:

não deixo rascunhos na vaga (que espero nova a cada manhã)

sociedade:

tenho que tomar conta das suscetibilidades, mas como não sei viver, não tomo

Já consigo

Por conta daquela atualização ao meu telemóvel, já consigo responder aos comentários no meu canal, mas ainda não sei se consigo responder aos do blogue. Não vos estou a pedir comentários, mas para saber se consigo, ou não, vou precisar de um, pelo menos.

Grande mudança na minha vida

Ando a ler um livro diferente e a carregar um livro diferente e a ser uma leitora desconcentrada com um livro diferente:

Sem medo, Rita Delgado





Sim, hoje li.





Duas coisas

A caneta azul já anda comigo
Usei apenas uma folhinhazinha

E depois

E depois fomos almoçar
E depois almoçámos filetes com arroz de grelo, no singular, sim, a lembrar, vagamente, decerto, Maria Alice
E depois avançámos por aí acima, atentas a coisa nenhuma
E depois bebemos o café no lugar (que também pode ser) da musa e vimos aquele senhor germofóbico (o dos lenços), a senhora que se entretém com o tablet e as septuagenárias (duas delas)
E depois passámos pela árvore amarela e admirámos como se mantém (ainda) nua, mas entretanto lembrámos-nos que é mesmo assim, afinal estamos (ainda) em fevereiro
E depois notámos que junto ao muro de pedra não está (ainda) a planta à janela
E depois sentámos-nos no banco hater e esperámos dois bonequinhos verdes
E depois descemos a avenida e por volta do noventa e um ouvimos um fechar de porta esquisito e fortíssimo: tâca-tâca-tâca-tâca-bão!, e aqui chamamos a atenção do leitor para os tâcas velozes e o bão! lento
E depois chegámos ao estaminé

Vou-ma ele

Vou paralmoço, ó pá tóin xiru e tambôum, queu tou masé esfaimada.

O que trazes contigo, ó Gina?

.......... começar a escrever e publicar como acaba no dia, tal e qual, publicar assim e vai-se a ver isto repetir-se-á até dar por terminado o post..........














Ah!, que ideia fantástica..........















Dias de um Ginásio

Num dia de há uns dias pesei-me naquele elemento hediondo, cujo ponteiro causa calafrios do piorio independentemente do risquinho que aponte, e li os números que não revelo por vergonha. Mas revelo o número oito - por extenso, que gosto mais de letras - de oito quilos, que era quanto pesava a totalidade da minha roupa, calçado, mala e conteúdo, mochila e conteúdo. Oito, oito! quilos de carga. Querendo emagrecer oito quilos em dois minutos, era largar tudo... E ir à minha vida.

Regresso a um passado muito passado,
a um passado mais chegado ao presente
e a um presente mais ou menos passado

É sexta-feira, tenho que me jogar mas é aos vídeos durante o fim-de-semana. Nem sei por qual começar. Sei que já publiquei os planos para comer e aquele onde falo da conta que criei para rentabilizar os vídeos. Depois tenho mais uma catrefada de...

É segunda-feira e devo dizer que me fartei de editar vídeos durante o fim-de-semana e fiz ainda mais alguns. Não dou conta da minha produção movimentada. Qualquer dia sou uma youtuber daquelas que tem uma produtora e uma secretária para tratarem das questões burocráticas e eventos sociais e isso assim. Ah, também devem servir para agendar os tais eventos, que, como sabem, e se não sabem, acreditem que gosto de vocês na mesma, sou expedita quando confrontada com multidões e bruaá...

Talão

O nepalês da frutaria espantou-se mil cento e noventa gramas de banana com o radical corte de cabelo do meu colega trezentos e noventa gramas de pêra e olhou para mim com espanto também e amandou-me ca pragunta quatrocentos e quarenta e cinco gramas de maçã atão e você?, não corta cabelo?

Primeiro

Bom dia. São dez e um.
Está um dia muito lindo e muito frio e muito lindo e muito frio e muito lindo e muito frio.
Nós, as Ginas:
Temos de escrever, né?, é.
Senão ficamos muito e muito desacompanhadas, né?, é.
Depois vamos ficando muito e muito e muito tristes, né?, é.
E antes escrever do estado do tempo que nada escrever, né?, é.
Então, nós, as Ginas, decidimos que vamos escrever muito e muito e muito hoje, tá bem?, tá.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Gina, a mulher que tem um blogue infindo

Morrem-me os assuntos... Não morrem nada, sou eu que os mato, pois se mando nisto tudo, como não? Não morrem as palavras, antes mato as ideias. Bem sei que era mais bonito mostrar ao leitor como sou especial e literária, que me morrem as palavras, mas não, mato eu, não as palavras, sim as ideias. Nos últimos dias tenho observado as septuagenárias com o interesse de sempre, e isto é só um exemplo, e não as descrevo. É tudo cenas que não ficarão registadas no blogue, contando com a posteridade. Matei as septuagenárias. Depois ressuscitá-las-ei, porque mando nisto tudo.

Nota absurda:
O cão d' ontem não tem data, não. E eram para aí umas cinco e um quarto quando.

Tem sido um dia

Tem sido um dia soalheiro, este, de sol em pleno, apesar do frio. Janeiro já lá vai e levou consigo aquele frio que me põe parva, e não que o frio de fevereiro seja bom, que é lá isso, mas, seja lá como for, não gera menos parvoíce na minha cabeça. De manhãzinha estive a ver os jacarandás da praceta e, num conjunto que não apurei, notei-os brilhantes. Se, por outro lado, apurasse o conjunto, não lhes descobriria um brilho assim tão brilhante. Um céu muito azul... Muito azul, aqui, é brilhante, é brilho do sol que reflete no céu limpo e que, por sua vez, reflete no conjunto já referido. E estou a aprender a virgular, óié, é tanto assim que já quase sei escrever do estertor da noite. Tirei muitas fotos aos jacarandás com o meu olho fotográfico. Só com o olho. Um dia haverá software capaz de descarregar as fotos do olho humano para um ecrã, algo wireless, não duvido, que deslizará em ondas e sem se ver, a ver se não combina com o olho, tanto que não se chamará computador, não duvido também. Isto, um dia. Lá para meados de 2068, ou isso assim.

Tenho lido

Estou a quinze páginas do fim do livro do momento: 'Romance de Cordélia', Rosa Lobato de Faria. Tenho a sensação que estou no fim da história e gostaria de ter essa sensação porque o instinto mo revela e não pelas escassas páginas por ler. Gostaria.
Acho melhor fazer um juízo acerca desta leitura enquanto não a termino, é mais milimétrico e genuíno do que ao depois do terminar.
Bom, adorei ler este livro! (estou a adorar, apesar daquelas minhas questiúnculas com a leitura em si e no geral, que, como julgo que sabem - e se não sabem eu gosto de vocês na mesma - aparecem independentemente do livro que eu esteja a ler)
Mas não só.
É a história de uma presidiária que conta essa história enquanto permanece no presídio e também depois de sair, circunstância que agora leio. É uma mulher de uma classe social elevada mas muito infeliz nos amores de todos os tipos, como já em tempos anunciei, e portanto a vida dá-lhe umas quantas voltas disparatadas, mormente pelo feitio benévolo que tem, e por alturas dos trinta e tais dá por si cumprindo uma pena que não lhe pertenceria, ou não fosse la mala suerte com los amores de todos los tipos (não, o livro nada tem de nuestros hermanos, é até bem portugês, aliás: lisboeta, e não é pouco). Para se distrair durante as insónias de que padece, lê livros de cordel, daí a associação ao seu nome, Cordélia, e por alturas das páginas em que descreve sucintamente os romances lidos, encontra uma ironia enorme, pois comparando-os ao seu infortúnio rapidamente se conclui que os romances de cordel terminam com felicidade e boa sorte para os bons, e aos maus acontece-lhes exatamente o contrário e não é nada disso que lhe sucede, ano após ano. Prevejo portanto que este romance não tenha um desses finais espectaculares que a gente vê nas novelas e nas tais historinhas de cordel, mas ao que parece a minha (sim, ainda é minha) heroína encontra a felicidade fazendo o bem por entre os seus iguais, sendo esses, ao momento do que leio, os sem-abrigo que tanto povoam Lisboa.

Posta-restante:
Entretanto já li mais umas quantas páginas, estou mesmo no fim, já sinto a vertigem e as saudades, e na página 205 encontrei parecenças com o estaminé:




Posta-restante à posta-restante anterior:
Terminei a leitura. Adeus Cordélia.
Notei que me esqueci de ressalvar que Cordélia nasceu rica e morreu como morrem os desalojados e muitomuitomuito sós. É desleal revelar como termina este romance, pode alguém ler este post e ler este livro, nunca se sabe, muito embora tenha montes de vontade de o fazer para ficar registado no lbogue... ai perdão, blogue, que a minha memória para leituras é parca. Mas não. Olhem: este romance não acaba bem e bonito, não.

Estaminé movido a químicos

Estaminé combinando estático e metálico

Maçãs num colorido que só visto

Primeiro

Bom dia. São dez e vinte e um.
Para hoje, como se de prato do dia se tratasse, temos cenários captados há para aí uns três sábados:



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Pa malembrar pa toudu sempre

Das fotos da lista de supermercado, aquando das circunstâncias 'nachos', falta-me apenas a primeira, contudo, é melhor certificar-me que fotos já estão carregadas no blogue, que essa primeira constando, dispensa mais atenção, portanto nada de tirar fotos à bruta a letrinhas mal-amanhadas e pirosas de tão coloridas.

Como estamos de supermercado?

(papelinho amachucado que encontrei no carrinho que escolhi)


Umbigo; Cenários

Coisas

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Não é melhor nem pior, é diferente e esse ‚diferente‘ é pior do que o melhor.

sucintamente:
é
faz
fala

E porque é e porque faz e porque fala.
Ou então não.
Mais?
Mais: o contrário –
é porque não é coisas fixes e é porque não faz aquilo bem e é porque não fala com entusiasmo.

Dou por mim

Dou por mim a escrever bués e bués numa ânsia de não pensar que não sei escrever, porque no fundo é o que penso. Afinal ando aqui a fazer o quê? Nada. O mundo avança independentemente do meu escrever. É vão. Escreva ou não escreva, acrescento o quê? Nada.

Planenando o fim-de-semana

Indecisão, ó indecisão. Indecisão, indecisão. Porque quero acabar com restos que mantenho no congelador, nomeadamente claras com fartura que por lá andam, umas numa caixinha, para aí umas quatro, ou já não sei se cinco ou seis, outra com seis, essa sei porque foi a que sobrou dos pastéis de nata da semana passada. Com as claras posso então fazer uma pavlova, um bolo de claras e laranja, uns petit fours de amêndoa, uns palitos la reine, uns macarrons, uma omolete. As opções são muitas, já se vê, até as posso apreviotar (a sério que eu queria escrever aproveitar) para o almoço fazendo uma omolete de claras. Mas indecisão, ó indecisão e indecisão, indecisão. Porque tenho uma embalagem de massa folhada que encetei devido aos ditos pastéis de nata e que obviamente clama por uso. Entretanto, vejam lá se não sou uma desgraçada, calhou hoje de manhã ver uma receita de brigadeiros de pastéis de nata. Trata-se de fazer brigadeiros como é habitual mas trocar o cacau por raspas de limão e canela em pó, que são os sabores dos pastéis de nata. Mas não fica isto por aqui, cortam-se pequeninas rodelas de massa folhada que se levam ao forno, as quais farão de base às bolinhas com sabor a pastel de nata, isto para simular, claro, e a gente nem precisa fazer as bolachinhas, claro, mas acontece que a gente (eu) tem lá em casa uma embalagem de massa folhada encetada, conforme já tinha dito, e assim pode acontecer experimentar uma receita que me parece digníssima e acabar com restos. É que as claras podem esperar, estão congeladas. Bom, não me vou pôr a dizer que para a semana digo qualquer coisa, se fiz ou não e o que fiz, assim mais ou menos como fiz no post anterior, ah eu amanhã vou lá e tal, mas pode ser que sim, que vá, e pode ser que não, não vá, como afirmei no post anterior.

Basta

Há muito tempo que não dou notícias do boneco-cão que em tempos povoou o meu blogue, muito embora me tenha apetecido dezenas de vezes registar impressões e considerações acerca do artista de rua. É que afinal de contas isto de pintar paredes é tido como vandalismo, fiquei (e continuo) receosa de ter um lugar público onde se pode ler do cão, do Basta (no blogue e na vida chamo Basta a quem desenha o cão porque na coleira tem um B e a assinatura Basta aparece frequentemente próxima ao cão), do sítio onde vejo o cão pintado, quantas vezes de fresco, sério, é que nota-se mesmo que é fresco, não que a tinta não esteja já seca, mas tem tanto brilho que só pode ser recente. Bom, há dois ou três dias descobri mais um cão, não revelo onde por razões óbvias, enorme, cor-de-laranja, cheio de brilho, portanto recente. Mas vai que me esqueci de ver a data (o Basta põe sempre o ano nas suas criações). Tivesse eu visto o 2017 por sobre o dorso alaranjado do boneco-cão e teria a certeza do pouco tempo de permanência. Amanhã, às cinco.

Guitarra

Olhem: se não for uma guitarra, paciência, seja lá como for é um instrumento de cordas ligado a um aparelho e que dá alto som. Em quase todas as vezes que passei pelo músico de rua, calhou-me os acordes dos Eagles, Hotel California, e em muitas dessas vezes cogitei se ele obedeceria invariavelmente ao alinhamento que escolhera, se seria coincidência, ou, ainda, tocando sempre o mesmo e começando sempre à mesma hora, sendo sempre a mesma hora em que passo por ali, me calhava então a mesma canção. Ora bem, hoje ele tocava uma canção diferente... Pois. Another brick in the wall, Pink Floyd.

Muro de pedra

Cortaram também os ramos das enormes árvores que se encontram junto ao muro de pedra. E há já vários dias que não vejo a planta à janela.

Mais varões

Agora é a hora de haver roupa gira e colorida nos varões das lojas, que vem aí o calor e a gente quer é curtir, já que os dias vão ser enormes e claros e portanto fantásticos. Comprei um casaco preto. É. Tem barras douradas nele mas é essencialmente preto.

Dança do varão

Dona Fernanda entra no estaminé e pede licença para coçar as costas, esfregando-as no varão.
Ai, menina Gina, desculpe lá, é que me está a saber tão bem...
Logo a desculpo, como não?, nota-se o bem que lhe sabe.
Ó dona Fernanda, deixe lá isso!, há prazeres que não se devem adiar!

As horas que são

São quinze e dezoito e olá, boa tarde. Primeiro: o anúncio, segundo: o cumprimento, contra as regras, mas.

certo?

depois de velhas
as pessoas continuam a existir
não só na memória dos novos
mas na vida
a existir
é dado estar vivo
certo!

A sucessora

Dona Raqueline já não visita o salão de beleza no mesmo dia da semana, todas as semanas, contudo, alguém lhe sucede. Mas ainda a dona Raqueline: não quero crer que se tenha mudado para a sua última morada, isso traz-me pesar, então não penso e se não penso, então não me pesa. Pode dona Raqueline estar eventualmente abrigada do frio, mantendo nos ossos a quentura do lar, que a idade é muita, desprezando o aspeto da sua fina cabeleira. Contudo, alguém lhe sucede, já eu tinha dito, e é dona Raqueline, porque não?
Gosto do nome Raqueline, há muitos anos que no lbogue...ai perdão, blogue chamo dona Raqueline à dona Raqueline que obviamente não se chama assim, então, a recentemente elevada a dona Raqueline por esta que escreve, poderá ser também dona Raqueline, eu querendo, claro, se ademais é a pessoa que tem vindo a seguir as passadas de dona Raqueline, mesmo não querendo, mesmo não sabendo, aparece na tarde daquele dia da semana, todas as semanas.

...atualmente a vida é tão mas tão registada...

Pois é. Redes sociais e tal, a malta não consegue deixar de despejar nos aparelhos da outra gente por onde anda, o que está a fazer, o que sente, sentiu, sentirá, a bem dizer não largam os aparelhos e blás, e a malta faz o despejo porque o resto da malta está na disposição de ver e rever e rir e quantas vezes, as mais das vezes, troçar.



Um ismo desses aí

Ouvi uma senhora espirrar quatro vezes, três seguidinhas e a quarta com um espacinho assim como que maiorzinho. Encolhi imediatamente a minha vontade, que não consigo acabar com o protagonismo de ninguém.

Telefonema

Bom dia, o meu nome é tal e tal, da empresa assim e coiso e estou a realizar um estudo acerca de vitamina D a senhoras que tenham mais de cinquenta anos...

O meu número jamais mudará, repita a operação em meados de julho de dois mil e dezoito 'migo, e aproveite este intervalo.

Canetas de cores

Estipulei que assim que a caneta verde tivesse a tinta junto àquela parte de plástico, fofinho para ser ergonómico , a substituiria pela azul. Nada de me jogar à vermelha, que é lá isso, ela escreve a vermelho e mais não sei o o quê. Não. Já quase anda comigo, a caneta azul. Quase.

São dezassete

Dezoito pacotes de lenços em cima da minha secretária. Um pra mim, por favor. Obrigadinha.

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia de apreciar estar solteiro e vai que os locutores pediram ao pessoal que se manifestasse acerca de. Achei (muito) estupidamente (muito) estranho ninguém se apresentar como (muito) livre da (muita) culpa de observar alguém e o (muito) desejar (muito) sexualmente.

Conversa

Eu sei que posso mover estes pequeninos azulejos daqui
Eu sei o que acontece a seguir
Eu sei que saem de lá bichos que fogem com medo de mim
A próxima vez que a virem repararem lá se o olho esquerdo não lhe está a sair

Dias de um Ginásio

Calhou o mesmo cacifo da vez anterior, os mesmos cabides, o mesmo desejo de retirar o bloquinho rudimentar e a caneta e ir rabiscando conforme a vontade. Elas não queriam saber o que tanto rabiscava eu nas folhinhazinhas de várias cores, qual quê, muito embora me observassem.


Quero ser o livro dela
Papel para caneta
Ser a mim que ela revela
A história mais secreta

I Need This Girl - VIRGUL

Primeiro

Bom dia. São dez e trinta e um. Estou então metida num 31, ah ah, mas não, estou mas é que não posso, rebentando-se-me a cabeça e o coração das saudades de escrever sem travão. Vou ali e já venho.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Nada como apresentar este assuntozinho num dia em que grafómana não é o meu nome, ou seja: eis a mulher exagerada num dia de não-exagero no lbogue... ai perdão, blogue

Mirei atentamente todos os itens de maquilhagem que a rica filha mantém em duas prateleiras no (ainda) novíssimo quarto azul e concluí que são muitos, alvitrando que, quiçá, sejam demasiados.
E ela: ó mãe, tu gostas de fazer vídeos?
E eu: sim.
E ela: e achas que fazes demasiados?
E eu: sim, e também escrevo bués.
E ela: mas divertes-te, não é?
E eu: é.
E ela: então, pronto.

Primeiro

Bom dia. São onze e sete. 11 do 7, ah ah, 'tamos lá nã tarda, né?, é.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Hoje fui uma pessoa dos blogues muito fofinha

Ei, Sheeran, agora tu

The club isn't the best place to find a lover
So the bar is where I go


Shape of you, Ed Sheeran

Cores

Afinal de contas o amor está mal espalhado, contudo: espalhado, e tem sempre várias cores, quantas vezes próximas.


Não porque, mas também

Não porque hoje é dia do amor mas também é facto que este post fica registado neste dia, julgo que aquela senhora que está lá fora mirando a minha montra, a dos montinhos, sabem... ok, não sabem, não faz mal, gosto de vocês na mesma, não se apavore por eu estar cá dentro gingando ao som do novo e envolvente tema da Rhianna, 'Love on the brain'. Voltando à senhora, é tão bonita e tão simpática que decerto não fugirá de mim só porque gingo descontraidamente atrás de um balcão que não me esconde tanto assim o corpo. Esperamos condescendência das pessoas bonitas, não sei se já repararam... não repararam?, ok, gosto de vocês na mesma. Condescendência no mínimo, claro, que a bem dizer o que a gente espera é interesse e apreço e glória.

«... não sei escrever belamente acerca das nuvens plúmbeas, dos pingos de orvalho reluzentes, do estertor da noite, das características da vontade ou das ondas do amor...»



Nota prévia:
Logo de manhã, o amor do passado



Logo de manhã andei a vasculhar uns textozinhos que um dia escrevi no blogue e que depois foram inseridos numa coletânea e andam aí em forma de livro. Sei que falei do amor pra caraças, era aliás esse o desafio, e foi por isso que vasculhei, queria transcrever um, ou parte de um, para o blogue. Ora aconteceu que não senti sentimentos quando reli nenhum dos meus textozinhos, o que me fez uma certa confusão, muito embora admita que uma vez os textozinhos publicados, não mais me pertencem e portanto aquele sentimento maternal esvai-se, mas eu devia pelo menos sentir um poucochinho dos sentimentos que senti quando escrevia, mas não senti. Impressionante. Dei por mim pensando que se calhar existe um abismo ainda mais fundo por entre o que já publiquei em papel e o que publico aqui, os textos do blogue pertencem-me ainda que sejam publicados. Amo-os mais, deve ser isso. Bom, entretanto a sensação que jamais, é que em tempo algum, acreditem, me abandona e que dependendo das circunstâncias me grita ou sussurra que não sei escrever, adensou depois de reler os tais textozinhos.

Por falar em amor...

Qual é a melhor maneira de mandar os leitores embora do blogue?
Dizer-lhes que num dos bolsos do meu casaco tenho um lenço ranhoso e um rebuçado a chupar no futuro, e no outro tenho um lenço ranhoso e um par de meias meio usadas.

...

olha, hoje é dia do amor
e é melhor fazê-lo ou tê-lo?
fazê-lo para tê-lo, ah ah!
ah ah!

Sonhasse

Tivesse eu sonhado com o amor hoje durante a noite... Mas não.
Ai o amor... Mas sim. Ai o amor... Mas não, oh sim.

Primeiro

Bom dia. São dez e vinte e sete.
Não era preciso dizerem na Radio que hoje é dia de são Valentim mas como sou nada promissora em devoções de fé, tampouco fezadas, quanto mais, e, apesar de ser uma besta do caraças, digo antes que é Dia do Amor.
Ai o amor... Ai o amor... Ai o amor...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

...

coração... lado
esquerdo
deito-me! lado
esquerdo
durmo? lado
esquerdo

+/- 17:30

Há grande afluência naquela rua de Lisboa às cinco e meia da tarde. Pessoas aos montes nos passeios todos, todos regressando, pressinto que com pressa. Tanto se fala da solidão das redes sociais, que parecendo que não, andamos mas é sozinhos na mesma, ainda que no meio de toda a gente e blás e blás e blás. Então e num cenário como este acontece o quê?, um forte e carinhoso acompanhamento das gentes entre si?

Na rua mais bonita de Lisboa

Um senhor apontava uma máquina fotográfica piriri à árvore arredondada. Clicou antes de eu o alcançar e avançou rua abaixo. Notei que se deteve junto à árvore, aquela que tem ainda muitas folhas secas e castanhas, para clicar. Quando o ultrapassei fiquei com vontade de lhe revelar: olhe lá, ó 'migo, esta é a rua mais bonita de Lisboa, e de lhe perguntar muitas coisas: já contou quantas árvores aqui permanecem?, porque as acha bonitas?, porque as fotografa?, já alguma vez as tinha visto?, já conhecia esta rua?




mas não



Não conheço ou tampouco reconheço todas as árovres que habitam a rua mais bonita de Lisboa, não chego a tanto, são vinte e seis, mas para mim apenas duas me são especiais e cativas. Pronto pá, é assim mais ou menos como o mundo e as pessoas - todas as pessoas são super e igualmente importantes para o mundo mas nem todas o são para mim, então ocorre que.

Outra pessoa

Vá, venham de lá, venham ver como sou. Curtia que a outra pessoa de mim me habitasse o coração e não a cabeça. Parece - dizem, consta - que posso escolher e já escolhi. Agora é esperar o que me dizem da minha escolha, se consta e parece que.

Lugar (que também pode ser) da musa

É a segunda vez que tenho de abandonar o centro do lugar (que também pode ser) da musa e deslocar-me até um outro espaço que lhe é também pertencente, de chávena tremendo a cada passo meu. Credo, até parece que sou uma mulher, ó mulher, tão nervosa que não vivo na vida. Sim, eu queria dizer na! vida. Não sou nada nervosa. Quero dizer: sou, mas não tremo em mais ocasião nenhuma, que é lá isso. Ora bem, então acontece que poisei p'la segunda vez no espaço em segundo plano. Quero dizer: não sei se registei essa primeira vez no blogue e não sei se esta foi efetivamente a segunda. Não é preciso saber, isso já eu sei e bem sei, mas é que hoje está a acontecer-me um dia difuso em memórias e registos porque misturo sonhos, invencionices, escrita no blogue e discurso no canal. Às tantas fiz vídeo com tão importante temática e não escrevi nada no blogue, terá sido antes um dêjá viú?, ou então estou enganada e sonhei com a escada rolante mesmo ao meu lado e com o sítio central em que me sentei hoje e também nesse dia que já não sei se afinal:
falei
escrevi
inventei
sonhei

Pilhas no intervalo grande

A demanda mais recente é conseguir esvaziar o pote das pilhas usadas e com isso encher o contentor que as recebe porque foi concebido exatamente para isso. Como me distancio um bocado do estaminé aquando do intervalo grande, levo umas quantas diariamente, salvo nos dias em que me esqueço de tão importante demanda. Só que hoje não. Quero dizer: não me esqueci da demanda, mas esqueci-me de esvaziar o saquinho no sítio do costume, vai daí, quando dei por isso, em vez de voltar para trás, pois que não senhores, continuei até ao próximo contentor. O que vale é que eu conheço Lisboa muitomuitomuito bem.

Nota de saudosismo:
Tenho saudades de escrever exatamente, exatamente assim, ó: exactamente. Já está. Tinha.

As horas que são

São três da tarde e encontro-me tão mas tão melhor daquilo do post anterior, é que apanhei chuva na moleirinha. E é óbvio que neste post é para fazer de conta que tenho moleirinha molinha de bebé. 

Ânsia de esquematizar para entender

Gostava de saber que substância se ausenta ou se insere do/no cérebro para estar nuns momentos triste que só eu sei e noutros exageradamente alegre. É que assim procurava suplementos em farmácias e isso faria com que os níveis normalizassem até ao equilíbrio, já que sozinha não me equilibro. E não se esquematizam sentimentos, ó Gina. Sentimentos são coisas voláteis, quem lhe arranjará um esquema, pergunto. Hum, ok, vá, daí a tradução para substância, que a ciência está viva.

Post atrasado

A não esquecer, estas luvas...





A foto é datada de dezassete de janeiro último, vejam lá. É do tempo em que descobri que luvas sem dedos não são para mim. Para já, apertam as polpinhas dos dedos, para seguir, pioram a já de si fraca circulação de sangue, para depois, conseguem que suba o número de frieiras nas minhas mãos. Fui adiando este post por considerar que ainda estávamos no inverno, e na verdade estamos ainda, portanto vou a tempo, mas, fosse já primavera, e o tempo de escrever este post seria o mesmo. Aliás: o esquecimento e a vontade... eu quero dizer as circunstâncias. Não, quero dizer o esquecimento. Não, a vontade.

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é Dia Mundial da Radio. Um bem-haja a todos quantos se movem para que eu possa ouvir radio, a Radio Comercial. Gostava de ser radialista, ó 'migos todos da Radio Comercial. Claro que esta afirmação se baseia em suposições, não sei o que é ter a vossa profissão, mas tocando nos pontos essenciais considero que gostaria. Gosto de falar para ninguém e/mas para toda a gente simultaneamente, sem que na verdade me vejam ou tampouco conheçam, já que construir um blogue e produzir um canal de vídeos é basicamente isso. No meu caso, claro.

Primeiro

Bom dia. São dez e quarenta e sete.
Fiquem sabendo que estão a ler o blogue de uma pessoa que ao presente tem um telemóvel como que novo. Fez-se-lhe uma limpeza total, um riséte e isso assim, e vai que fiquei com um telemóvel como que novo, já eu tinha dito, escrito, mas quero dizer assim mesmomesmomesmo como que novo, posso até ver vídeos, vejam lá, e vejam lá os vídeos. Mais: o meu telemóvel mesmomesmomesmo como que novo consegue inclusive traduzir e apresentar-me aqueles símbolos todos que as redes sociais disponibilizam, tipo corações fofinhos ou partidos e sangrando e chorando, mãos batendo palmas de apreço, lábios vermelhos mandando beijos ou jinhos ou bjinhos ou jokas. Já chega. Não chega nada, que amanhã é o dia do amor. Ai o AMOR.