quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Boa noite, e a noite é d' hoje

Não quero deixar de vos escrever, de maneiras que, não havendo tempo para mais: boa noite, que já é de noite.
Mas, já agora, vem ainda uma foto de ontem, com o sol da sua manhã incidindo nos pincéis de maquilhagem da rica filha, a qual, quando soube deste clique ripostou algo do género:
Ó mãe... eu com tantos pincéis de qualidade e tu fotografaste logo estes!, ainda por cima todos sujos!






Então boa noite, e - reforço que - a noite é d' hoje.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Creminhozinho Carinhozinho

Ora então é assim: a rica filha foi-se aviar numa daquelas lojas de cosméticos e afins e eis que lhe ofertaram amostras de uns quantos produtos. Duas dessas, de uma marca que não quero revelar, ofertou-mas ela, por sua vez, alegando que não as queria porque testam em animais e a sua consciência não se dá bem com tal coisa, ao passo que a minha marimba largamente para o assunto.
Uma das amostras continha um creme para lá de bom. Era tão bom mas tão bom que, nos dias em que me durou aquele poucocinho, toda a gente que por mim passava se alegrava de me ver, tal o resplendor da minha pele, chegando mesmo a dizerem-me o quanto eu estava bonita, tipo assim, e por exemplo, a minha mãe, e toda a gente sabe que as mães não mentem.
Fiquei tão excitada com o brilhante resultado que me pus a pesquisar nas netes o preço daquele cosmético, especialmente aquele, e... quando avistei o número de euros que me iria custar... compreendi e desisti.
Compreendi porque é que o creme é tão bom - é bom porque é caro, e se é caro, então é feito com mais rigor e/ou substâncias de upa-upa e mais não sei o quê, vai daí a tez ilumina-se pra caraças.
Desisti da compra porque obviamente o creminhozinho é cosmético para custar quatro vezes mais do que o último creme que comprei, vai daí - coiso.

Não sabem

Não sabem e, como não sabem, eu anuncio: de cada vez que encontro uma caneta, a minha estória remete-a para a rua mais bonita de Lisboa. Olha esta azul, ó, onde foi que a encontrei?, na rua mais bonita de Lisboa. Se não foi, não haverá qualquer problema, é a minha estória.



Post de viragem

É de manhã, ainda, e é de manhã que começo a compor o blogue
- tão raríssimo que é um começo depois do meio-dia, mas isso já vocês sabem e, se não sabem, não faz mal nenhum, ora essa, eu gosto de vocês na mesma -
servindo então este post, que não é o primeiro deste dia, para registar umas quantas coisinhazinhas:

jamais voltarei a escrevinhar no estaminé/drogaria, o que não significa que deixarei de escrever as merdas do costume, só por dizer que doravante, ó 'migos que me sabem ou então não, escreverei sentada
isso → sentada ← é
sem que contudo tenha mudado de computador ou estratégia, de cabeça ou tom de escrita, nada disso, antes saltei de balcão para secretária, sendo que, e ainda, as coordenadas são também outras

Farinhas

Ó pá, tenho mesmo que escrever os tipos de farinha na porta de casa. Assim, antes de sair para o supermercado, olho o que escrevi, fixo na cabeça e, chegada aos corredores assustadores

(corredores rima com assustadores, a assustadiça sou eu e rima com movediça, que me movo dali logo que posso)

jogo a mão à farinha

(se estiver muitomuitomuito assustada jogo as duas)

farinha, dizia eu, farinha que é para bolos ou pão, ou fina e/mas muito fina, ou fina e não muito fina.

Dia de (disseram na Radio)

Dia Mundial do Pão, óié!
Vai que como todos os dias, o belo do pão, pois sim senhores. A modernidade trouxe-nos o medo, o inchaço e o medo do inchaço, dizem que o organismo jamais processa o trigo, que é incapaz de o fazer, então incha-se a barriga ao longo de toda uma vida. Dizem. Obviamente há alternativas, pois se o que faz mal – dizem que - é o glúten presente no trigo, a gente que amasse outras farinhas que o não contêm, né?, é pois.
Do pão que amasso quando me passo:
Eu, que não sou cozinheira, padeira ou pasteleira, não me safo lá muito bem no amasso do pão, ou então é uma questão de:

temperatura e/ou prateleira escolhida no momento do forno
tempo de amasso
humidade do ar
rácio por entre farinha, fermento e água

Quanto a mim, o maior espanto meu, é o quanto e como pode correr mal, ou menos bem, vá, um alimento que leva apenas três ingredientes. É um espanto. Ah, e não, até hoje ainda não fiz um pão como deve ser. Ora queima debaixo, ora está demasiado branco o que encima e portanto a saber a fermento, ora pouco, ou muito, sal, pouco ou muito fermento, muita água, pouca água, água muito quente, demasiado fria, impaciência na hora de amassar, má escolha da altura da prateleira ou da temperatura, preguiça de jogar água para dentro do forno por modo a fazer um fuminho que fuma o pão para que ao depois fique com um gostinho fumado na côdea, por falar em côdea: qual côdea, qual quê, e pronto e sei lá que mais.




Fazer pão é muito difícil, é um daqueles alimentos que tem mesmo de se praticar.
É.
É, é.



Tirei esta foto e tal...




No entre dos tantos,
#ópátóinxiru
as vistas (na foto) folhinhas têm andado no bloquinho rudimentar esperando um tempinho, e é mesmo de um tempinho que necessito, mas, já vem de lá, quero eu dizer de um outro tempo, eu ter partido o pedúnculo a uma das folhas, então veio de um outro lá/tempo que deu em post e foto:





domingo, 15 de outubro de 2017

Sonhos

Sonhei com pacotes de açúcar coloridos e festivos.
Sonhei que Marió me perguntava se eu tinha tido saudades dela, se eu tinha lavado as casas-de-banho ou tinha passado o tempo lembrando que tinha de as lavar.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

olá, bem vindos a mais um blogue

acontece o quê, à grafómana, quando não grafa?
entristece
embrutece
bah
não pode ser



d.d.d.d.
é geddo, dão é?
dão, dão é!



Cliente (em desespero)

«Preciso desesperadamente de um pedaço de fio!»

Perguntinha a fazer a Marió



É saudável eu ter segredos?

O!*

Se há espacinho onde duas fêmeas convivem saudavelmente, é dentro de um ovo. Não dura fóreva, claro, mas.






*ovo





Perguntinha de Marió

«Nunca pensou escrever um livro?»

Há que tempos não vinha eu para aqui dizer coisinhazinhas deste assuntozinho, ó pá, é que Marió mo lembrou e agora olhem, vou expor o motivo que expus a Marió, só por dizer que, no blogue, o discurso está mais arrumadinho.

Sim, pensei, mas concluí que escrevendo num blogue sou livre, e, tentando compôr uma história alargada, um romance, vá, jamais seria.

diz:

tol e col

#parecesasvelhotas

Na verdade, e bem vistas as minhas coisinhazinhas, o que eu ontem queria dizer é que a árvore amarela está a envelhecer comigo. O amarelo luminoso, aquele amarelo, não voltará, o mesmo se passando, portanto, com a minha juventude.

#ópátóinxiru

Dia de (disseram na Radio)

Hoje é dia do ovo, alimento que, como se sabe, é versátil até dizer chega, já chega. Eu cá, nem um ovo estrelado sei fazer. Bem que a irmã Ancilosa tentou ensinar-me (ou a sua mãe, Leonarda, fiquei indecisa, mas afinal pra que é que isso interessa, né?). Olha, dizia ela, fazes assim, vês?, com uma colher vais deitando a manteiga por cima da gema até a clara ficar branquinha, vês?

A manteiga tem de estar muito quente, queimando, é assim, hoje sei que há processos culinários que exigem este estado quase queimado da manteiga, dizem até que sabe a avelãs, o que não é de estranhar, já que as avelãs vão buscar o queimado no seu sabor mais profundo.

bai bai sâmar, bai morningue

Dias de um Ginásio

Ó pá, e antes que me esqueça, este aqui era o número que correspondia aos chinelos que eu havia esquecido no Ginásio e que... no Ginásio estavam esperando eu.


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Post sei lá com que título! (com este)

Não sei se já repararam, e se não repararam não faz mal, eu gosto de vocês na mesma, agora preencho menos o blogue. Muito menos. Então, hoje, apoiada na ideia de rebuscar positividade em tudo na minha vida, lembrei-me que, se espanto daqui o pessoal com a quantidade de coisinhazinhas expostas e esmiuçadas - credo mulher, tu pára mas é de escrever, que a gente não tem tempo pra ler isso tudo (tipo isto, vá) – quiçá este blogue coise e ópois eu fique toda muito coisa com isse.

De maneiras, que, para o blogue não perder a identidade, esta tarde esforcei-me enormemente no sentido de arranjar um espacinho no tempo laboral para que abaixo conste uma coisinhazinha daquelas mesmo boas:


Ando às malucas com a ideia de um cortinado para a cozinha, para tal valer-me-ei de um lençol em desuso. Tenho três candidatos:

///o lençol azul e amarelo e cor-de-rosa, com motivos de não-sei-quê
///o lençol todo ele muito branquinho, de um tecido teso pra caraças
///o lençol com barra de renda feita pela dona Adelina, linda, lindalindalinda, mas que... é estreito para a porta

Posto isto, olhem, não sei. Sei contudo que a primeira escolha cai sobre o candidato acima de todos, é um padrão bonito e alegre, é de fio ralo, quero eu dizer que deixa entrar claridade e/mas não compromete a intimidade da minha vida doméstica. Ademais, não carece de arranjo, é só coser argolas aqui e ali e enfiá-las no varão. Aliás: enfiar o varão nas argolas, assim é que é.

E o Tejo, ó Gina?

Lá estava, brilhando. Mas, ah grande mas este, os dias são cada vez mais pequerruchos, que a Natureza não se compadece deste verão fora d' horas, que é lá isso, e ao tempo de luz acresce que, tanto hoje passei por lá meia hora mais cedo, quanto a manhã estava um tanto ou quanto difusa, coisas de neblina e tal...

Hum, ok, vá, quero eu dizer que o Tejo tinha menos extensão de intenso brilho, hoje.

Árvore amarela

A árvore amarela está meio despida e meio vestida e meio amarela e meio verde. Este ano não auguro, uma vez mais, outrossim como em anos de trás, que o amarelo luminoso se faça aparecer. Mantenho todavia e porém a esperança nisso, quiçá mais para a banda do outubro, aquando nos vinte e tais, amarele por um todo em si toda.

é, é

grine com o é pequenino, é verde à inglesa, tipo assim, ó:

grine

Lugar da musa

No lugar da musa estava uma mulher com o cabelo pintado de verde-água. Ponderei se a escolha de tal cor seria deliberada, pois o verde-água é a cor dos vasinhos de lá. Dos vasinhos (rendilhados no topo) e:

da parede defronte
dos pés das cadeiras, bancos e mesas
dos bancos almofadados
dos boiões de produtos
da balança, a torradeira e a chaleira, antiguinhos-antiguinhos
dos aventais dos funcionários
das portas de alguns armários