quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Grande novidade

Tenho uma camisola nova para andar aqui no estaminé. É verde e verde. Verde assim de alface e verde assim de tropa. Verdes que formam (quero eu crer...) um padrão tribal. Quem daqui por uns quinze dias assistir aos meus vídeos conseguirá vê-la e sentirá um prazer enorme logo após.

Postais de Natal

Os postais de Natal estão ali, dentro da caixa, já os fui espreitar. De saúde, é o que estão, aguardando esta que escreve, porém não tão ansiosamente como ela aguarda a época natalícia.
A saúde é o que mais se deseja no Natal: 'muita saúdinha, é o que desejo, que é o mais importante, havendo saúde...'
(mais não se pode pedir)
É proibido, o pedir. É o pedir e o queixar, são coisas de gente pobre, vá. Depois acontece que todos instalamos a pobreza no espírito. Ah, pedinchices e lamúrias é coisa de gente sem tino.

Ó Gina, tu leste?

Não.

E já me ia esquecendo de referir que há uma quarta voz dentro do livro que ando a ler. Há dias fiz mal as contas, é ver aqui, querendo inteirar-se deste assunto. A quarta voz é a da cozinheira Nelly Boxall, num registo pessoal mas escrito ô puã, o que contrasta vivamente com as partes que, supostamente, foram retiradas do seu diário, tal como está escrito. Supostamente, continuo sem saber se há algo de real no livro ou é todo ele ficção.

'Um quarto que não é seu', Alicia Giménez Bartlett

Primeiro

Boa tarde. São dezasseis e dezoito. Tem estado umas tardes muito quentes, mas é outubro que está à porta. É que nem rima com junho, o outubro.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Caneta

Aos vinte e oito de setembro de dois mil e dezasseis a caneta verde secou. Passo mesmo a vida a escrever e vou mesmo dedicar-me à fotografia.

Lápis

Os lápis de cera têm quase todos as pontas rombas. Quanto mais alegre a cor do lápis, mais romba a sua ponta, o que prova a minha incessante procura do alegre colorido. É a terceira vez que abalo do blogue para me dedicar à fotografia, a ver se é desta.

Agrafos

Estive a misturar os agrafos todos numa só caixinha, agora estão para lá os cromados e os bronze à mistura, oxalá se dêem todos bem e me deixem governar a minha vida. Vou então dedicar-me à fotografia.

Passo a vida a escrever

A caneta verde é britânica e permanece no estaminé há tanto tempo como eu. Eram muitas canetas verdes e britânicas, dezenas, resta esta, que quando acabar, acabou. Era algo que a britânica dizia amiúde, 'quando acabar, acabou'. Passo a vida a escrever, é melhor dedicar-me à fotografia.

Raramente

A beleza não é rara quando facilmente alcançável. É que eu às vezes fico a pensar: caraças pá, então quando é que a beleza é rara? E vai que me respondo: a beleza é rara quando a gente não lhe pode jogar a mão.

TU

Amas, se amas aceitas, se aceitas rendes-te.

TI

Ama o que já existia antes, se governa sem, se manterá além.
Pois.
Não podes alterar a Natureza, não é. É. Então ama-a.

As horas que são

São onze e cinco. Estou quase a deixar de escrever, quase a deixar estar tudo como está, quase a deixar o blogue. É na vida que há fora do blogue que está o alento, o que nunca existiu por dentro do blogue, não senhores, foi, e é, sempre do lado de fora que está a graça, o blogue funciona como depósito e para ali ficam as minhas considerações. Portanto: caso não encontre alento ou graça na vida lá fora, não encho o depósito e eu é que para aqui fico.

Primeiro

Bom dia. São dez e vinte e quatro. Aproveito este bocadinho para me esconder atrás do ecrã e escrever umas coisas enquanto falam e falam e falam e falam...
becabecabecabecabecabeca...
Violinos e bandolins e a juventude no passado. Tenho um balde+espremedor para pendurar lá em cima e um rolo com duzentos e cinquenta gramas de fio cisal para pôr na gaveta. Vá, andem lá com isso, pá.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Cortinados

Já no outro dia deixei um post revelando o meu (quase) desprezo pelos cortinados. Sério, só tenho cortinados na minha casa porque, quando não, a vizinhança assistiria à minha vida, em vertentes como domesticidade e lazer, e eu cá gosto de resguardar certos temas. Contudo, eu não gostar de cortinados mas dar-lhes guarida - pronto, vá, venham lá daí, cortinadozinhos fofos da mamã... - há algo relacionado com a sua permanência no meu lar que me dá cabo da cabeça: comprá-los. Eh pá, chateia-me. Note bem: não me chateia lá muito fazê-los, chateia-me que se farta comprá-los. E brevemente vai ter que ser... É que o quarto laranja precisa efetivamente duma coberturazinha na janela, a menos que eu ache apropriado a vizinhança conhecer a cor do meu sutiã ou ver-me enfiar as cuecas, e não acho. Mudo agora de divisão e passo para a cozinha, que está também precisada dumas cortinas coloridas, que as que lá estão penduradas, além de serem bembembem velhas, com as remodelações que temos levado a cabo adquiriram pontos de tinta aqui e ali e, sinceramente, não vale a pena pôr-me à procura das tintinhas aqui e ali e esfregaresfregaresfregar. Ora acontece que já tirei as medidas à janela do quarto laranja e à porta da cozinha (branca? ah ah) e já ando carregada com um papelinho cá dos meus onde apontei os números.

Dia de (disseram na Radio)

Dia Mundial do Turismo, hoje. Pediram aos ouvintes que ligassem para lá ou usassem uma das redes sociais para declarar o que fizeram e o que gostariam de fazer em termos de turismo. Disseram ainda que o Turismo é uma coisa fixe porquanto é sempre bom de termos e fazermos e obtermos.
Eu gostei muito da Provença.
Eu hei de voltar à Provença.
Daí se depreenderá, depreendo, que gostei bués e à brava do lugar, que admirei as vistas e as flores e as árvores e os campos e, pasme-se, até as pessoas. Sério, nunca em lugar nenhum, isto no estrangeiro, me vi tão bem tratada como na Provença. Também há sabonetes e lavanda e oliveiras, que é o que a gente vê na têvê e nas netes, mas as pessoas são efetivamente educadas e afáveis. E há pêssegos, trouxe de lá uns pêssegos... Hum. E da comida em geral também gostei muito, os restaurantes são simples mas elegantes, os Pirenéus são... Deslumbrantes. Mas o Bonaparte. Certo dia de turismo aventureiro, entrei numa pensão/restaurante para reservar um quarto. Quando estamos em França quem fala sou eu, até parece, ah ah, mas pronto: bon-jour madame, je veux un chambre pour trois, s' il vous plaît, e arranjaram, merci bien, madame. Mas quando entrei, entrei sozinha, os outros dois ficaram no carro, e eis-me num lugar mítico, vazio de gente, apetrechado de objetos que reportavam ao passado, um lugar cheio de alma e pressentimentos, e nisto dou de caras com o busto do Bonaprte, o que me fez formigueiros cá por dentro e assim. Estaquei e admirei, mesmo com os formigueiros a mandar-me embora dali. A meu ver, formigueiros não é sinónimo de medo. Bom, diz que o homem era mau - é morto, está bem, mas era mau - nada do que envolve a sua figura e a sua história é agradável, nada, a não ser o amor pelas mulheres... Mas esse não leva a melhor, a ruindade elimina quaiquer vestígios dum coração mole e apaixonado. Decerto não faltarão livros acerca de, mas. Mas não os conheço.
Então ó Gina, conta lá à gente que raio fazia um busto do Bonaparte numa pensãozinha à beira duma estradinha da Provença?
Bonaparte pernoitou naquele lugar, escondido das gentes que o queriam ver morto. A história está sucintamente escrita no menu do restaurante da pensão, não recordo pormenores, mas usando o sucinto eu também, é isso: Bonaparte escondeu-se ali, por entre algumas daquelas paredes. Teriam sido as mesmas onde pernoitei eu também...?
Mas ver o busto do Bonaparte foi qualquer coisa de especial, acho que tenho fotos, só não as ponho aqui porque teria de gastar muito tempo à procura, fica para outro dia, caso malembre disso.
Ah, e lá para junho, ou que é, vou à Provença.

Frente & Verso da pedicura

Anúncio na Radio

A Radio anda a anunciar que esta é a semana do elogio e mais não sei o quê e a incentivar as pessoas nessa onda e mais não sei o quê. E mais não o quê. O mais não sei o quê é o que sei, pois sei, sei que sou muito boa a fazer coisas, algumas, só algumas, calma aí. Claro que isto sou eu a dizer de mim e não alguém a dizer-me, mas, vendo bem, ou então por outro prisma, porque não substituir o elogio doutrem pelo meu, ora essa. Haverá alguém que me conheça melhor as capacidades? É que os outros podem também conhecê-las, não duvido, mas reconhecê-las e ainda por cima dizer-mas... Hum.
Entretanto, vejam só, calhou ontem ver um vídeo no Youtube acerca da positividade. Sei lá, apareceu em forma de sugestão e eu anuí, clicando e ao depois pumba e coiso. É um filmezinho para aí com um quarto de hora de tamanho, cujas primeiras cenas são passadas num parque de estacionamento onde há um posto para validar o bilhete dos usuários... é ver aqui o resto. É muito emocional mas é muito bonito. Tudo em muito. Tem é que se abrir o coração e destemer completamente a lamechice.

Post do passado

No sábado publiquei um vídeo* montes de longo, não fiquei esperando vistas e visitas, mas ainda assim pois que também, reconhecendo que o dito é longo demais, mas ora bem contudo quiçá. Fazer um vídeo assim era algo que eu queria fazer há meses, só não tinha ainda feito exatamente por isso de ser longo e o mais certo era os leitores não o verem na íntegra. Este vídeo foi assim, mas assim como, ó Gina? Então, em vez de escrever posts, falei-os, daí o ror de tempo que somei.

Primeiro

Bom dia. São dez e um. 10:01, capicua, ah ah, há muitas capicuas que não registo as capicuas que o número de posts forma. E é que nem saudades disso tenho, cá pra mim chupei tudo e agora não sai nada. Este é o post 1763, há capicua não tarda.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

ri-te lá

falta(va) isto:
o risível é que afinal somos todos iguais
pois

Dicionário

Fingimento:
Irradiar boas energias quando se tem o peito cheio das más.

Perspetivas

Desespero
Se o mainde não sei quê me acabasse com a tristeza eu ia ser uma mulher muito alegre.
Esperança
Quando o mainde não sei quê me acabar com a tristeza eu vou ser uma mulher muito alegre.

Pinta os lábios

A pintar, ao perto. A cantar, enquanto. A falar, por entre.

Moedas

Encontrei uma moeda no banco mãozinhas. Encontrei uma moeda junto ao muro de pedra. Estou fartinha de ganhar dinheiro à conta da merda de vida que levo.

Sipipú

Quando ninguém me está a ver sou uma conversadora inexplícita.

Desinteresse, ou então habituação

Ninguém até hoje perguntou: ó Gina, o que tanto escreves tu nesses papelinhos?

Golfinhos

Tenho um estojo metálico para pôr canetas e lápis e borrachas e afias mas não tenho lá nada. Ainda. O fecho não é fecho nenhum, trata-se de saliências na tampa e rebaixos na base, vai daí encaixam uns nos outros e pumba e coiso. É a velha questão: o côncavo e o convexo, aproxima-se um do outro, dá-se o clique e o encaixe. São dez os golfinhos, todos em salto, no ar, o céu lá atrás e por junto o oceano e a linha que os separa. Os golfinhos são dez, já disse, e todos estão fora d' água, mas as rodelas de espuma são apenas seis. Eu até percebo que desenhando dez rodelas ia ficar confuso, uma coisa é nuvens, outra coisa é rodelas de espuma. Como se chama o contrário de mergulho? Salto. Uns (quatro) estão virados para a direita, outros (seis) para a esquerda.

Recinto

Muitas senhoras
Muitos senhores
Muitas escadas
Muitas bugigangas
Muitas plantas
Muitos ares no centro
Muitas partes esconsas
Muito:
Aprumo
Vaidade
Sujidade
Desleixo
Tónus
Flacidez

Sítio

Sítio do pianista
Se este não falta
Sítio do piano
Se falta

A rua é a subir

Subi a rua dos quarenta e oito jacarandás. Não sei se da outra vez disse isto: Há uns quantos que têm o tronco muito fininho, são ainda jovens.

Post do passado

Era sexta-feira, fui ao Banco e a senhora do Banco comentou que eu estava com cara de segunda-feira e que cara é essa que traz hoje e que eu costumo estar sempre tão bem disposta mas naquele dia não. Bom, acho que já se percebeu. Sorri com a cor amarela a liderar e lembrei-me logo: olha, mas que tema tão engraçado para fazer um post. Pois. É que a senhora do Banco ainda acrescentou que era sexta-feira e portanto o normal é o ânimo sentir-se e não se ver a cor amarela. Daqui depreendi que o comum nas gentes é imperar a boa-disposição e esquecer o trabalho e inclusive as mágoas. Pois. Depois fui andando pensamento afora, que em ideias sou profícua e célere. Pois. E pus-me a pensar que na verdade à sexta-feira estamos bem próximos da segunda-feira, o que pode, quiçá, deprimir este ou aquele. Há o fim-de-semana de permeio, ok, vá, o que é uma bengala robusta, mas a segunda-feira está tão perto... Ou seja: quando a segunda-feira se deixa sentir, que é hoje, está mais longe da próxima sexta-feira do que essa sexta-feira estará da próxima segunda-feira, vai daí os fracos de cabeça deprimem e não é pouco.

Primeiro

Bom dia. São dez e dez. O fim-de-semana foi bom, obrigadinha.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Ó Gina, tu leste?

Sim.

O livro do momento  'Um quarto que não é seu', Alicia Giménez Bartlett' tem três vozes:
a da autora, escrita na primeira pessoa, descrevendo a saga em busca da verdadeira relação que existiu entre Virginia Woolf, a escritora, e Nelly Boxall, a sua cozinheira, apoiada nos diários de ambas
a da cozinheira, assim como que escrita à pressa e sem brio: ausência de vírgulas e pontuação mal-amanhada, os textos são escritos obviamente na primeira pessoa para vincar o registo diarista, escrito pobremente para parecer uma cozinheira que tem o gosto pelas memórias
a da autora, em modo romance, idealizando, julgo eu, a relação entre as duas criadas (há uma outra, Lottie) e os patrões, estes excertos têm as vírgulas todas, ah ah, e uma pontuação excecional, ah ah, é que nem eu fazia melhor, ah ah, contém inclusive diálogos mas sempre sob o ponto de vista das criadas, é portanto uma voz escrita na terceira pessoa
Estas são as vozes, portanto é um livro algo confuso, mas bom, muito bom. O que ainda não consegui descortinar é se todo o livro é ficção, ou então não. Deixo agora um excerto da voz da criada Nelly Boxall a comprovar a minha segunda consideração.

«Escrevo para dizer uma coisa importante a mais importante e é a que na segunda-feira eu e a Lottie fomos ver a senhora e despedimo-nos. Eu não queria fazer isso de maneira nenhuma mas no fim acho que a Lottie tem razão e que não temos ajuda de nenhuma mulher-a-dias e pagam-nos pouco.»

Este post é

Este post é para dizer que ontem, o derradeiro dia de verão, o número um de outono... olha, estou a lembrar-me que o verão e o outono não só se despedem amigavelmente, presumo, como ainda repartem um dia entre si. Mas o resto, é que eu vinha falar dum cheiro que cheirei ontem logo de manhãzinha, que foi o cheiro do inverno, o qual confesso que não sei descrever. Sei lá, parecia que cheirava a pelo de casaco e a lama. Talvez as pessoas já andem com roupas mais peludas e haja mais humidade. Hum, pois, é isso, as pessoas já se encasacam e a humidade é muita nestas manhãs de setembro e cheirou-me a isso, a inverno, e gostei. Ainda que a época gélida não combine comigo, devo dizer que sou mulher para gostar dalgumas das suas inerências. Um dia despacho uma listinha de prazeres gelados, não hoje, que o tempo se me escasseia muito.
Falta ainda dizer que este é o primeiro dia inteiro do outono de dois mil e dezasseis, aos vinte e três de setembro. De nada, ora essa.

Primeiro

Bom dia. São onze e cinquenta e cinco. Pois são, ah pois são. Estive a trabalhar, muito, claro está, daí serem as horas que são, quase meio-dia, oh céus, e ainda não ter dado notícias ao mundo de que estou viva, obrigadinha.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Adoro explicar coisinhas

O que foi, peguntou ele. E eu...

… É que ouvi o som do elétrico e fez aquele barulho normal dele mas entretanto eu estava a olhar para o carro do lado e notei que fez assim umas ondas como se tivesse passado por cima duma tampa de esgoto e calhou o barulho do elétrico coincidir com as ondas do carro e eu fiquei a pensar que o barulho era o carro a passar por cima duma tampa de esgoto mas quando o carro passou vi que não havia aí tampa nenhuma...

Ahhh, fez ele. E eu:

Gostaste da explicação? E eu agora nem ando a tomar aquela coisa do mainde não sei quê, imagina se andasse!

Visita esperada

Fui ao escritório do senhor doutor deixar uma fatura. Deixar. O fundamental da transação é receber, mas eu fui deixar, que há transações um bocado lentas. Depois, claro está, espreitei o jardim do costume através da janela do costume. Gosto daquele cheiro a pó. Pois. A janela tem pó, pouco, mas tem, de maneiras que o vento que entra e rodopia no átrio do prédio só pode trazer com ele o pó porque é o que está mais perto de mim, mas à mistura também vem cheiro a flores e a folhas. Um dos vidros da janela estava partido e solto, de maneiras que a fresta hoje era menor. Agora o que mais interessa é dizer que o sentimento é o de sempre no lugar de sempre, ele é o cheiro, ele é o vento, ele é o jardim, ele é o espreitar, ele é o prazer tolo.

Ó Gina, tu leste?

Sim.

«Seja como for, os patrões ajudaram-nos. A senhora atou um pano à cabeça para se proteger do pó. Levantava o espanador no ar e estatelava-o depois sobre a pesada perna de uma das mesas, morta de riso. Estranha mulher que tanto chora como ri.» 'Um quarto que não é seu', Alicia Giménez Bartlett

Entretanto, li tanto que, note bem, cheguei à página (96) onde guardo as faturas que já descrevi neste post.

As horas que são (chegou o outono!)

Chegou o outono!
São quinze e vinte e três.
Eis chegado o outono de dois mil e dezasseis,
oitenta e nove dias de outono,
temos nós pela frente,
disseram na Radio.
Não vou fazer as contas,
tenho tanto para escrever,
oxalá consiga.

Não (ser)

Não me querem séria
Não me querem calada
No fundo não me querem eu
Vai daí aborreço ser

Sou tipo isto assim, enquanto não quero ser aquilo ali

Dias dum Ginásio

Ontem um pugilista fez Pilates com a gente. Chegados à parte da linha do sutiã, não se aguentou e toca de perguntar exclamando: a linha do sutiã?!, e vai que tudo o que era fêmea não aguentou o riso e ah ah. Tudo que é macho, e portanto não usa sutiã, sempre que é novato na sala, aguenta-se e não diz nada, imagina onde fica a linha do sutiã e fica-se.
É melhor esclarecer o que é isto da linha do sutiã. A linha do sutiã é onde quem usa sutiã o apoia, é mesmo aí. Pois. É também assim que o professor define a parte que temos de mandar para baixo, isto no sentido de manter as costas apoiadas no colchão e assim conseguir uma respiração mais estável, eficaz e inclusive prazerosa. Até aqui macho nenhum se tinha indignado com a expressão, só por dizer que ontem foi dia. Vai daí, foi também dia para o professor lhe responder com grande à vontade: não tem sutiã mas de certeza que sabe onde fica!

Fotos antigas

Olhem, nem queiram saber, então não é que tenho duas fotos há mais ou menos duas semanas por publicar no blogue?! Estavam no cartão da máquina fotográfica não tão montes de espetacular assim.
Uma: a cinco de setembro, o dia de anos da rica filha. Lembrei-me desta perspetiva, as velas que usámos para os parabéns, usadas, e uns rolos de pintura em espuma, ainda por.
Duas: a oito de setembro, uma manhã em que olhei para as formas que o sol formava na parede do quarto laranja e achei-as tão lindas que.


Sonho

Não me lembro dos sonhos d' hoje, o que lamento, mas sonhei sim senhores, e lembro-me que ao acordar tinha montes e montes de imagens na memória dos sonhos, as quais na altura não conseguiria descrever de todo, o que lamento, e lamento mais ainda que as imagens presentes na memória seja tão voláteis, quer isto tudo dizer que as imagens se foram embora, o que lamento.

Pacotes de açúcar

Pode dizer-se que faço coleção. De há uns meses para cá não faço assim tantos posts acerca dos pacotes de açúcar, ponho-me a falar para a câmara acerca do que dizem esses pacotes, junto clipes até conseguir um vídeo longo e pronto. Au eva, este post vai conter uma achega, é que a marca de cafés Christina (que nos vídeos* refiro sempre ser aquela marca que tem o agá entre o cê e o érre, porque a bem dizer os espetadores não estão a ver a marca em modo escrito e eu acho imprescindível realçar este pormenor) lançou recentemente mais umas coisinhas fofas que me estão a fazer falar e fazer mais vídeos. Sério, são imensos, os vídeos, tenho até uma lista de reprodução só com essa temática. Uél, deixo já alguns que digitalizei e que gostei tanto de digitalizar e dos quais gostei ainda mais de falar acerca.

*...


Primeiro

Bom dia. São dez e quarenta e...oito. Eram seis, mas estive à espera do oito. De nada, ora essa. O ruim-ratinho roeu os revestimentos do raticida. Creio que é melhor opção eu calar a novela por uns dias, visto não haver novidades. Na verdade, e por ora, espero o dia em que o rato resolva recusar roer o revestimento do raticida. Nesse dia, no dia em que não aviste vida por aí, é morto, o ruim-ratinho, e depois venho fazer obituário. Velório, cerimónia fúnebre e enterro é que não, está bem. Vai ter que estar.