sexta-feira, 28 de abril de 2017

Peço desculpa

Hoje não fui ao lugar escondido ver como está o estojo metálico dos golfinhos fofinhos, inhozinhos. Espero que esta ausência me seja desculpável. Às tantas o pedacinho de pele genuína já se apresenta corroído, o botão arranjou ferrugem e a tampa da caneta encontra-se ainda mais miserável. E eu há tantos dias sem lhes dar de vaia. Desculpem lá, ó 'migos meus.

Pizza

É pizza em amarelo, escrita, a pizza, na boca de incêndio situada junto ao muro que rebaixaram aqui há atrasado. Fica giro, o jogo de cores, o amarelísimo das letras da pizza por sobre o vermelhão da boca que extingue perigos.
Posso ir ver o latim, posso ver a pizza. Há diferença, ó:
- ir ver o latim -
- ver a pizza -

(In)Segurança

Longe vai a esperança de sempre haver compreensão para os meus tolos achaques. Isto acaba por ser uma segurança rebuscada porque me estou a apoiar numa insegurança, já que ninguém entende toda a gente sempresempresempre, principalmente quando alguém remexe no dói-dói de toda a gente.

Iogurtes às corzinhas

Enfiei a saia mais curta que tenho e os saltos mais altos, dando azo a um piropo antigo:
«Olha!, o sapateiro está zangado com a costureira?»
Só por dizer que ninguém me jogou porra de piropo nenhum, que a saia, quiçá, era demasiado comprida para os suscitar. Mas levava os saltos. De cunha. Passos depois, encontrei o meu vulgar automóvel de matrícula portuguesa e fui ao supermercado para comprar iogurtes gregos às cores: framboesa, maracujá, ananás, lima. Os de framboesa vieram cor-de-rosa, os de maracujá em cor-de-laranja, aos de ananás calhou-lhes o amarelo e os de lima mostram-se-me verdes. Isto na papelada que envolve cada quatro. Ficam tão bonitos na prateleira do meu frigorífico branco que comprei em Portugal...

As horas que são

Boa tarde. São quinze e vinte e oito. Estou aqui na disposição de continuar o dia escrevendo as merdas do costume, tipo assim mais ou menos o que me der nos cornos, que os marrei em mais não sei quantos miligramas de cafeína há bocadinho. De nada, ora essa.

Planeando o fim-de-semana

Ó pá, eu queria fazer rissóis de chocolate, que inventei
(inventava, 'migos)
eu. Preparava um creme de brigadeiro ô puã e recheava as placas de massa folhada que tenho a findar a vida de boa gente... ai perdão, de boa massa
(vulgo «a ficar fora de prazo», 'migos)
Fazia assim uns rissolinhos piriris, recartilhados e tudo, besuntava-os com clara de ovo
(se a gente quiser estas coisas não-escuras ao depois da quente estadia no forno, o melhor é usar clara de ovo, 'migos, vão por mim, além disso é uma oportunidade fantástica para usar claras excedentes, ocorrendo também, e por isso mesmo, uma poupança ao nível do porta-moedas)
e polvilhava-os de amêndoas aos quadradinhos.
Mas não.
Vou antes usar a massa
(sem ares de velha, que é lá isso, 'migos)
para fazer rosas de maçã, cuja receita vi fazer no programa 'Os Segredos da Tia Cátia', que passa no canal 24 Kitchen. As maçãs
(que constam uns posts abaixo)
é esse jardim de massa folhada que vão alindar.
Entretanto, e agora malembra, tenho no congelador um preparado de massa vienense, que, cá por coisas, urge usar, muito embora tenha não muitos dias de lá colocado. Acho que vou fazer uma base, basicamente, baseando-me no afundar das pontas dos dedos por modo a moldá-la à forma que escolher na hora e ao depois despejo lá para cima uma lata de leite condensado cozido, a que previamente misturei mais das tais claras excedentes
(e encasteladas, 'migos, encasteladas)
e remeto tudo para o frigorífico umas horas para enrijar e ser facilmente cortado em fatias. Que se vão desfazer todas, as fatias, indubitavelmente, não sou lá muito jeitosa nisso de fazer doces bonitos, portanto: facilmente cortado em fatias mas é o caraças.

Fita-cola

Encontrei, finalmente, o rolinho de fita-cola que me havia chegado do espólio do rico filho. Esteve debaixo da máquina pesadíssima por meio ano. Quem sabe o rolinho se tenha desviado por algum tremor de terra daqueles pequerruchos, diz que em Lisboa ocorrem muitos e muitos tremores desses - tipo assim impercetíveis e mais não sei o quê - em cada dia.

Se no outro dia

Se no outro dia me pus a mostrar fotografias segurando a cartolina que a rica filha escreveu para mim, neste dia ponho-me a mostrar a cartolina por modo a que se veja mesmo bem o que ela escreveu. É de notar, sobretudo, o coração no canto inferior direito, que é uma das suas assinaturas. 'Ó mãe, eu ponho aqui um coração para toda a gente saber que fui eu que escrevi', disse ela.





Primeiro

Bom dia. São onze e vinte e três.
Falta de assunto? O que é isso?! É sobretudo aborrecido. Aborrecido, é, porém e também, aquela partezinha sensata que amiúde dita:
Gina Maria, deixa-te estar calada e quieta
Mas não. É que eu tenho não sei quantos miligramas de cafeína nos cornos e portanto vou ter assuntos de certezinha.
novecentos e cinquenta e cinco gramas de banana
novecentos e quarenta gramas de maçã grâni smite
quatrocentos e trinta e cinco gramas de maçã pinque leidi
duzentos e oitenta gramas de pimento vermelho
ípsilon gramas de pezinhos de coentro à borliú
AH... ah ah

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Olá, bem vindos a mais um blogue

Por junto

Antes: engoli um grama de paracetamol com vinte miligramas de fluoxetina, acompanhados de dois decilitros de água.
Depois: engoli cinco miligramas de cloridrato de buspirona e dez mililitros de magnésio diluído em dez centilitros de água.
Aparentemente é possível continuar viva ao depois disto tudo, quando não jamais existiria, por exemplo, este post.
Ah, e comi os morangos sem antes os passar por água, pedúnculos e tudo, que é onde se concentra os idas dos pestic. Olarila. Fui, até hoje, imortal, portanto.

Pus-me na rua

No estaminé, o bloquinho rudimentar aguardava-me, muito embora não esteja disso consciente, quero eu crer, e falo do bloquinho, não de mim, o bloquinho é que sabe lá ele que me aguardava, ora essa.
Eu cá é mais 'lembro-me lá do que vinha pensando no caminho!'
Isso era dantes.
Dantes, quando?
Não sei.
E eis que os temas do costume estavam nos lugares habituais.
Nada como não ter assunto para vir assuntar no lbogue... ai perdão, blogue, não é?





é






Primeiro

Bom dia. São onze e vinte e cinco.
Trago fotos d' ontem.


quarta-feira, 26 de abril de 2017

Quarto

As horas que são: dezasseis e trinta e nove.
O molho de sítios a limpar diminuiu de três para dois, entretanto aumentou para cinco e reduziu novamente, desta vez para três.
Dizem os inteligentes que, aquando de nada haver a contar ao mundo, a gente que se mantenha em silêncio.
Ah.

Terceiro

Boa tarde. São catorze e quarenta e sete.
O molho ficou maior, tenho novamente três sítios para limpar, mas não propriamente os sítios desta manhã. Vou então ali assim para conseguir limpar os sítios.

Segundo

As horas que são: onze e seis.
Os sítios por limpar eram três. Limpei dois, que subtraindo aos três resulta em um.

Primeiro

Bom dia. São dez e vinte e nove.
Estou com molhos de sítios por limpar.

terça-feira, 25 de abril de 2017

ó pá, eu sei que não se percebe quase nada

mas eu traduzo já:

olá, eu sou a
Gina G e este
é o meu canal.

quem me conseguiu este placar imenso e lindo foi a rica filha
mãe, disse ela, tens de dizer isto no início de todos os teus vídeos
e eu fui tirar fotografias e pô-las quase todas no blogue
no canal do Youtube é que ainda não moram mas lá hão-de chegar


burlesco

aqui já sou eu a apostar no burlesco para mostrar o esticanço


burlesca





(não fui eu que disse, a capa que pus por cima da foto - a não ficar virgem, que eu cá não queria tal coisa - é que assim se designa, o burlesco, sendo coisa do teatro, tem tudo a ver com a pose em vista)

pernas

perna direita a fazer de perna direita
e
perna direita a fazer de perna esquerda







perna esquerda a fazer de perna esquerda
e
perna direita a fazer de perna direita
e
perna direita a fazer de perna esquerda
e
perna esquerda a fazer de perna direita







é que o programa que está no cérebro do meu pêcê - e que não excluo ser do mais básico que há - faz contrários de fotos, assim tipo espelho, digamos que espelha o que eu o mandar espelhar, vá


cal
sa

Primeiro

Boa tarde. São dezoito e nove.
Tanta coisa importante a acontecer no mundo e eu com a escrita no tom horal, ho céus.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Já sei fazer massa brioche

Ressalvas em sistema prioritário, cá por coisas:
Atenção à temperatura do leite, é só uma quenturazinha de nada, devo conseguir mergulhar um dedo sem me queimar ou tampouco sentir desconforto, muito embora isso seja uma porcaria. Pode sempre molhar-se mais do que um dedo e alcançar assim uma grande porcaria.
O fermento seco pode ser substituído pelo tradicional, duplicando-se, assim, a quantidade de gramas. Já só me restam dois quadradinhos do fermento tradicional (e bestial) que comprei na molineira do costume.
Esta massa é usualmente vista em bolinhas, mandando-me a receita em que me inspirei fazer isso mesmo, no entanto, das vezes em que a preparei, optei por colocá-la numa forma de bolo inglês devido a uma certa incapacidade da minha pessoa em manuseá-la. Contudo, um dia levarei avante as bolinhas, ao depois pincelá-las-ei com mel e lá colarei chocolate granulado, como manda a receita, muito embora eu me esteja já a apetecer colar mas é sementes de papoila, sementes de sésamo, sementes de linhaça.
E, por último, ressalvo ainda que para confecionar e compor esta receita me inspirei na revista Continente Magazine.






Não que seja a primeira receita de massa brioche que experimento, mas dei-me bem melhor com esta, portanto, quando quiser pãezinhos de massa fofa e amarelada, jogo-me então a esta receita:

Coloco na batedeira montes de espectacular:
500 gramas de farinha
1 pitada de sal
Misturo um poucochinho de voltas.
Amorno:
200 mililitros de leite
Junto-lhes:
10 gramas de fermento de padeiro seco
50 gramas de açúcar branco
50 gramas de manteiga amolecida
1 ovo
Misturo até se desfazer o fermento, se diluir o açúcar e se deslaçar o ovo.
Ligo a batedeira montes de espectacular e adiciono a mistura líquida lentamente.
Deixo bater cinco minutos na velocidade máxima.
Reservo durante 20 minutos, tapando a taça com um pano.
Posto isto, bater novamente um pouco de tempo, deitar numa forma de bolo inglês untada, enfarinhada e forrada.
Aguardo mais 1 hora.
Levar a meio do forno pré-aquecido durante aproximadamente 30 minutos.

Planos para comer (já foi)

Vi no programa da Cátia Goarmon (Segredos da tia Cátia, passa no canal 24 Kitchen) uma receita que me pareceu difícil de preparar mas desejável. Trata-se de salsichas com couve-lombarda dispostas intercaladamente. Bom, parece quase uma lasanha, só por dizer que não é. A Cátia levou a sua lasanha ao forno numa forma de base redonda, assim como se uma bola tivesse sido cortada ao meio, vá, mas eu montei a minha no tabuleiro do costume. Então já sabem – e, se não sabem, não faz mal, eu gosto de vocês na mesma – cozinhem a vossa chicha moída – não, não usei a chicha das salsichas frescas, como fez a Cátia - como é vosso costume, escaldem as folhas de couve-lombarda – inteiras – e intercalem estes dois amigos, por modo a que se abracem prazerosamente, pondo, ainda, no meio deles, um molho de tomate – também – confecionado como mais vos aprouver, levem ao forno e pumba e coiso. Ó pá, é tão bom! É também de não esquecer polvilhar com queijo ralado antes de entrar no forno.

Primeiro

Bom dis... ai perdão, duia... ai perdão, dia. São onze e cinco.
Há lanchinho vivo e lanchinho morto já a seguir.


domingo, 23 de abril de 2017

Post d' ovos

Atentei mais nas netes do que nos ovos que pusera ao lume. Quando me apercebi de estranhos rumores cuidei de ser a cadela explorando o lixo. Mas não. Eram rumores de ovos explodindo e fritando num tacho já sem água. E enegrecido. Pois. Acham que tire um foto...?




Acham.
E nem sabiam que a cadela se meteu outra vez nas minhas fotos.
Acham até que tirei mais.



Nome do bolo: Chiffon de Laranja

Não vale no entanto a pena trabalhar os ingredientes e o modo de confeção num texto por não ser bolo que eu vá repetir. Mas fica a foto, que tirei sob o olhar atento da cadela, mas que não aparece por eu ter dado a primazia ao bolo.